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CIDADES
Terça-feira, 03 de Junho de 2014, 21h:14

INTERIOR

Cidades admitem medo

População interiorana de MT acha que pode ficar vulnerável com deslocamento de policiais para a Capital durante o Mundial

YURI RAMIRES
Da Reportagem
A vinda de policiais de outras cidades para compor as forças de Segurança em Cuiabá durante a Copa do Mundo causa preocupação no interior. O medo é que cidades já vulneráveis fiquem ainda mais desguarnecidas de segurança. Ontem o Sindicato dos Investigadores da Polícia Civil do Estado (Siagespoc) se posicionou contra o envio de homens. Ao todo, 160 pessoas, entre investigadores e escrivães, deverão chegar à capital até o próximo dia 9. Em Colíder (650 km de Cuiabá), a Justiça proibiu que o Estado retire da cidade qualquer policial militar para atuar na Capital, além de determinar o remanejamento de 10 PMs para o município. O presidente do Siagespoc, Aníbal Marcondes, explicou que a medida visa resolver os possíveis problemas na segurança da capital, mas que por outro lado, deixa o interior descoberto. “Já enviamos um documento para saber como será a atuação desses profissionais, bem como alojamento, logística e escala de serviço. O que nos preocupa é a quantidade de efetivo que vai sobrar para atuar no interior”, disse o presidente, ressaltando que o número já é defasado. Segundo Marcondes, atualmente o interior conta com apenas 40% do efetivo necessário. “Estamos esperando a resposta do Estado quanto a essas dúvidas. A Polícia Civil já tem um déficit de 3 mil servidores no interior”, disse, relatando que aproximadamente 160 pessoas estão escaladas para atuar durante a Copa em Cuiabá. O Diário entrou em contato com o cabo da Polícia Militar Adão Martins, da Associação dos Cabos e Soldados da PM, e ele informou que após uma reunião foi decidido que nenhum militar virá do interior. A reportagem tentou checar a informação com a PM, mas a assessoria de imprensa informou que não irá se posicionar sobre o assunto. No final da manhã de ontem, o juiz Alexandre Sócrates Mendes, da comarca de Colíder, determinou que o Estado remaneje ou lote 10 policiais militares para a cidade a fim de contemplar o mínimo de 21 profissionais em exercício. Também proibiu a retirada de qualquer integrante do efetivo para atuar em Cuiabá durante a Copa, sob pena de multa no valor de R$ 10 mil por policial desviado. O valor também será aplicado sobre o secretário de Segurança Pública do Estado e o comandante-geral da PM. Segundo o juiz, a falta de contingente adequado de policiais militares contribui para uma progressiva perda na qualidade do policiamento ostensivo, ocasionando em rondas insuficientes e policiais fisicamente esgotados e predispostos a realizarem suas obrigações. Atualmente, Colíder conta com 14 policiais. Uma coletiva de imprensa está prevista para acontecer nesta semana, na qual o secretário de Segurança Pública, Alexandre Bustamante, irá informar sobre os direcionamentos do setor durante os jogos da Copa do Mundo.

Edição EDIÇÃO 16965




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