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CIDADES
Quinta-feira, 06 de Maio de 2010, 21h:16

FALSIFICAÇÃO

Atestado fraudado leve 3 à delegacia

Acusados de uso de documento falso se envolvem em trapaça para conseguir dispensa de trabalho. Fato foi descoberto por empresa, que acionou a polícia

CAROLINA HOLLAND
Da Reportagem
A falsificação de dois atestados médicos levou à prisão três pessoas ontem, em Várzea Grande. Benedita Luciana de Morais, 30, Odilson João de Miranda, 41, e Paulo Rodrigues Lacerda, 32, foram interrogados na Delegacia Municipal de Várzea Grande e, em seguida, liberados. Os três suspeitos vão responder por uso de documento falso e falsificação de documento particular. O chefe de operações Edson Leite informou que Benedita, que é funcionária da empresa União Transporte LTDA, pediu ajuda a Miranda para conseguir dois atestados médicos, pois estaria impossibilitada de trabalhar por fortes dores na coluna e precisava justificar suas faltas no emprego. Miranda, que é 3º sargento do Corpo de Bombeiros, recorreu, então ao amigo Paulo Lacerda, que é técnico em enfermagem e trabalha no centro cirúrgico do Hospital Jardim Cuiabá. De posse do carimbo e de um bloco de receitas com o nome de um médico, Lacerda forjou um atestado e entregou para Miranda, que o repassou para Benedita. A funcionária da União Transportes entregou o falso atestado à empresa, mas uma pessoa que trabalha no local desconfiou da veracidade do documento e entrou em contato com o hospital. Dias depois, com a confirmação da direção do Jardim Cuiabá de que a paciente não foi atendida na instituição, a União Transportes registrou um boletim de ocorrência na polícia, que começou a investigar o caso e pediu a prisão dos três suspeitos. Na delegacia, Benedita de Morais disse que só recorreu ao amigo para tentar conseguir o atestado médico porque não conseguiu o documento na policlínica, onde teria sido examinada e diagnosticada com inflamação na coluna. “Eles não me deram atestado e pediram para eu procurar a perícia do INSS”, contou. Na perícia, nada foi detectado e, então Benedita recorreu a Miranda. O sargento se justificou dizendo que pretendia apenas ajudar uma amiga. “Ela estava doente, sem poder trabalhar, mas ao mesmo tempo sem poder justificar as faltas, por isso, pedi para outro amigo ajudar”, disse. Miranda e o técnico em enfermagem Paulo Lacerda se conheceram quando trabalharam juntos em um hospital militar. Mesmo não tendo sido atendida por um médico do hospital Jardim Cuiabá, Benedita negou que soubesse que o atestado era forjado. O sargento Miranda também disse à polícia que não sabia que o documento era falso. O único a admitir o crime foi o funcionário do hospital. Agora a polícia investiga um falso atestado médico do Hospital Bom Jesus de Cuiabá com assinatura do médico e deputado estadual Guilherme Maluf. “Estamos investigando esse caso e não descartamos a hipótese de haver quadrilhas de falsificação de documentos agindo na região”, disse Edson Leite.

Edição EDIÇÃO 16959




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