CIDADES
Sexta-feira, 22 de Agosto de 2008, 21h:19
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QUIMIOTERAPIA
Atendimento pela Unimed restabelecido
Cooperativa e clínicas fizeram um acordo para manter o tratamento de cerca de 300 pacientes. Além disso, familiares denunciaram situação ao MPE
A Unimed Cuiabá deve normalizar o atendimento a pacientes de quimioterapia até a semana que vem. Além de um acordo realizado anteontem entre a cooperativa e três clínicas particulares conveniadas, uma liminar que force o retorno do serviço deve ser requerida ao Juizado Especial do Consumidor na segunda-feira por usuários cujo atendimento foi interrompido esta semana, devido a problemas contratuais entre a cooperativa e clínicas. Um representante das clínicas Oncomed, Coc e Nutec informou que a Unimed deve honrar suas dívidas com as clínicas e renegociar os valores pagos pelos serviços até o dia 30. O acordo garante que o atendimento não seja interrompido, o que foi informado aos usuários nesta semana pelas clínicas. O atendimento seria interrompido ontem, sexta-feira, para cerca de 300 pacientes. Agora, as clínicas asseguram a continuidade no tratamento para os pacientes que já se encontram em terapia. Porém, não asseguram o mesmo para usuários que venham a necessitar do serviço no futuro. A funcionária pública Nanci Cristina Capioto, que acompanha há três anos o tratamento de seu pai, de 70 anos, compareceu na quinta-feira ao Ministério Público para denunciar o não-cumprimento do serviço. Acompanhada pela também usuária Angélica Luis Simioni (ambas já ouvidas pelo Diário em reportagem), Nanci foi orientada a solicitar uma liminar no Juizado Especial do Consumidor para assegurar o atendimento mesmo enquanto dura o impasse entre as clínicas e a Unimed. As clínicas reclamam que os pagamentos da cooperativa estão abaixo dos valores cobrados. Há cinco meses, ambas as partes discutem a renovação do contrato. Para as clínicas, os valores comprometem sua estrutura financeira. Angélica Luis Simioni, psicóloga, cuja mãe de 54 anos passa por tratamento quimioterápico, contou que recebeu telefonema da clínica informando o retorno do atendimento, mas se indigna com a falta do mesmo compromisso com o usuário que possa ser um futuro paciente. Se amanhã eu vier a ter um câncer, não sei se serei atendida, reclamou, lembrando que paga pelo serviço. Nanci tem a mesma preocupação e enfatiza que doenças como o câncer podem ser hereditárias. Eu, por exemplo, sou uma séria candidata, disse. Nesta quarta-feira, o presidente da cooperativa, Kamil Fares, anunciou que pode acionar as clínicas na Justiça por descumprimento de contrato. Ele chegou a cogitar a construção, em apenas 90 dias, de uma clínica de quimioterapia da própria Unimed para atender os usuários, caso os atendimentos sejam suspensos.