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BRASIL
Terça-feira, 11 de Junho de 2013, 20h:28

“CURA GAY”

Votação é adia mais uma vez

IOLANDO LOURENÇO
Da Agência Brasil – Brasília
A Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara (CDHM) adiou, mais uma vez a votação do projeto da “cura gay”, que derruba dispositivos de resolução do Conselho Federal de Psicologia, em vigor desde 1999, que proíbe os profissionais de participar de terapia para alterar a orientação sexual e de atribuir caráter patológico (de doença) à homossexualidade. O adiamento ocorreu porque, após longo debate na CDHM, houve o início da ordem do dia no plenário da Câmara, que é o momento em que todas as comissões têm que suspender o trabalho. Segundo o presidente da comissão, deputado Pastor Marco Feliciano (PSC-SP), se for possível regimentalmente, ele convocará nova reunião amanhã para votar o projeto. Perguntado do motivo da insistência em apreciar a matéria, Feliciano disse que o projeto já foi amplamente discutido e que é o único da comissão que já tem parecer e está pronto para ser votado. O deputado também informou que vários profissionais da área de psicologia perderam seus registros por descumprirem a resolução e que aguardam a aprovação da matéria para poderem voltar a trabalhar e que a proibição existe apenas no Brasil. REGRAS Os partidos de oposição na Câmara dos Deputados anunciaram ontem que vão obstruir todas as sessões do Congresso Nacional enquanto não forem definidas regras para análise dos vetos presidenciais. O presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves, disse que pretende se reunir com o presidente do Congresso, Renan Calheiros, amanhã, para buscar uma alternativa. O impasse sobre a apreciação de vetos surgiu em meio à votação dos vetos à Lei do Royalties do Petróleo. Enquanto os estados não produtores queriam a derrubada dos vetos, os produtores recorreram ao Supremo Tribunal Federal reivindicando votação em ordem cronológica, retardando a decisão. O pedido foi aceito pelo ministro Luiz Fux, mas derrubado, posteriormente, pelo plenário do Supremo. Com isso, permaneceu o impasse sobre os procedimentos a serem seguidos em relação à deliberações dos vetos. “Vou agendar uma reunião amanhã (hoje) com o Renan Calheiros porque os líderes querem uma definição. Este é um problema do presidente do Congresso Nacional e o abacaxi quem tem que descascar é ele”, pontuou Henrique Alves. “Vamos obstruir todas as sessões do Congresso Nacional, inclusive das comissões mistas de medidas provisórias e as reuniões da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). A presidenta tem todo o direito de vetar o que bem entender, mas o Congresso tem direito e o dever de analisar os vetos”, disse o líder do PSDB, Carlos Sampaio (SP). O líder do governo na Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), admitiu que a apreciação dos vetos é “situação naturalmente delicada”, e ressaltou que todo o governo não quer vetos derrubados. “Qualquer governo tem que se preocupar com os vetos pelo óbvio: se vetou é natural que queira que sua opinião seja a prevalente”, ponderou.

Edição EDIÇÃO 16959




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