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Cuiabá MT, Quarta-feira, 17 de Junho de 2026

BRASIL
Sábado, 25 de Julho de 2015, 12h:47

LAVA JATO

Presos são transferidos para penitenciária

Ao acatar o pedido, Sérgio Moro disse que a carceragem não comporta, por seu espaço reduzido, número significativo de presos

Oito presos da 14ª fase da Operação Lava Jato, que estavam detidos na carceragem da Polícia Federal (PF), em Curitiba, foram transferidos ontem para o Complexo Médico-Penal, em Pinhais, na região metropolitana da capital paranaense. Entre eles estão o presidente da Odebrecht, Marcelo Odebrecht, e o presidente da Andrade Gutierrez, Otávio Marques de Azevedo. O grupo deixou a Superintendência em uma van e sob escolta policial. O pedido de transferência foi feito pelo delegado Igor Romário de Paula. Ele alegou dificuldades de espaço para manter os detentos na carceragem. O complexo é uma penitenciária de regime fechado e com finalidades médicas. Ao acatar o pedido, Sérgio Moro disse que "de fato, a carceragem da Polícia Federal, apesar de suas relativas boas condições, não comporta, por seu espaço reduzido, a manutenção de número significativo de presos". "Por outro lado, a ala específica do Complexo Médico Penal disponibilizada pela Secretaria de Segurança Pública do Paraná é local adequado para a acomodação dos presos no sistema prisional estadual, talvez até com melhores condições do que as da carceragem da Polícia Federal", complementou o juiz. Atualmente, oito presos da Lava Jato estão detidos no complexo médico. São eles: André Vargas, Luiz Argôlo, Pedro Corrêa, João Vaccari Neto, Mário Góes, Adir Assad, Fernando Baiano e Renato Duque. O Ministério Público Federal (MPF) apresentou à Justiça, na sexta-feira, uma denúncia contra executivos da construtora Odebrecht e da Andrade Gutierrez investigados na Operação Lava Jato. Entre os denunciados estão Marcelo Odebrecht e Otávio Marques de Azevedo. Também aparecem os nomes do doleiro Alberto Youssef, do ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa, do ex-diretor de Serviços da estatal Renato Duque e do ex-gerente de Serviços Pedro Barusco. PROVOCAÇÃO Dois curiosos acompanharam o momento da transferência e provocaram os executivos. Nenhum esboçou reação. A transferência foi pedida pelo delegado da PF Igor Romário de Paula e autorizada pelo juiz Sergio Moro na sexta-feira. Os presos da Lava-Jato deverão ficar separados dos presos comuns que cumprem pena no Complexo Médico Penal, administrado pela Segurança Pública do Paraná, por “motivos de segurança”, de acordo com o juiz Moro. No despacho, o juiz escreveu que, apesar das “relativas boas condições” da carceragem da PF, a unidade “não comporta, por seu espaço reduzido, a manutenção de número significativo de presos.”

Edição EDIÇÃO 16964




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