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BRASIL
Sábado, 11 de Julho de 2015, 12h:48

DIVERGÊNCIAS

Presidente nega rebelião no Parlamento

Segundo Dilma, mesmo quando há "divergências" entre os parlamentares da base em votações de interesses, existe espaço para o entendimento

CAROLINA GONÇALVES
Da Agência Brasil - Brasília
A presidente Dilma Rousseff disse ontem, em Milão, na Itália, que o governo tem ganhado mais do que perdido com os resultados de votações de matérias de interesse do Executivo no Congresso Nacional e descartou que haja uma “rebelião” do Parlamento. “Eu não chamo de rebelião votação no Congresso em que há divergências. A gente perde umas e ganha outras”, afirmou. Dilma ressaltou que o debate de opiniões é característico da democracia e que não é possível apostar na vitória em todas as matérias de interesse de um governo. “Nos [países] mais democráticos é que se torna mais complexa a aprovação, não é? Nos mais democráticos, onde há liberdade de opinião, onde há uma ampla manifestação de opiniões, como é o caso dos Estados Unidos.” As declarações foram feitas depois da visita da presidente ao Pavilhão do Brasil na Expo Milão 2015, que tem como tema “Alimentar o Planeta - Energia para a Vida”. Dilma, que elogiou a feira, caminhou sobre uma rede instalada no pavilhão para representar a integração de produtores, e relatou ter sido uma missão “dificílima”. Perguntada se a experiência pode ser uma metáfora ao seu segundo mandato, a presidenta descartou semelhanças. “Eu acho que o meu mandato é, eu diria assim, mais firme do que essa rede”, assegurou. Em seguida, a presidenta relatou mais sobre a experiência e completou: “Não cai não. Mas a gente, sempre, para não cair, tem se ser ajudada, não é?”, disse Dilma. SUPERÁVIT Perguntada sobre a possível revisão da meta de superávit primário – economia feita pelo governo para pagar os juros da dívida pública –, a presidente afirmou que o objetivo é manter a meta. “Não houve nenhuma decisão, o Planejamento não está ainda colocando isso, de maneira alguma. Agora, a gente avalia sempre, e vamos fazer todos os esforços para manter a meta.” AJUDA Depois de se equilibrar ao andar por uma instalação de tela no pavilhão do Brasil na Expo Milão, na Itália, na manhã de ontem, a presidente Dilma Rousseff refutou uma brincadeira de um repórter que perguntou se a rede poderia ser uma metáfora de seu segundo mandato, com ela tentando se equilibrar, mas sem cair. Dilma disse que seu mandato é firme. “Não, querido, o meu mandato é, eu diria, assim mais firme que essa rede”, afirmou, bem-humorada Ao falar sobre sua caminhada na grande rede, Dilma disse que achou difícil e que, para não cair, precisou de ajuda. Ela caminhou amparada por um funcionário da feira. “Quando você está lá em cima, você inclina para um lado e imediatamente vira para o outro, você fica balançando mesmo, você consegue equilibrar. Eu não caí, mas a gente sempre para não cair precisa ser ajudada, né”, completou. Em meio à crise política e econômica e enfrentando seu mais baixo índice de aprovação desde que assumiu o poder, em 2011, Dilma tem respondido repetidamente que não vai cair. Em entrevista na segunda-feira passada à ‘Folha de S.Paulo’, ela disse que não há base que sustente sua retirada da Presidência. E a uma TV russa, a quem falou depois de sua passagem para a reunião de cúpula dos BRICS em Ufá, na última quinta, disse que terminará seu mandato. Na Itália, onde passou pouco mais de um dia, depois de participar,em Ufá, na Rússia, da cúpula do Brics (grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), a presidente visitou Roma, onde se encontrou com o primeiro-ministro do país, Matteo Renzi, e ontem em Milão. Dilma disse que a visita foi produtiva e estreitou relações entre os dois países.

Edição EDIÇÃO 16965




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