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BRASIL
Sexta-feira, 12 de Setembro de 2008, 20h:03

CRISE INTERNA

Militares bolivianos rejeitam intervenção externa

Os militares bolivianos afirmaram ontem que rejeitam qualquer intervenção militar internacional no país, que passa por uma grave crise política. O grupo faz referência à oferta de intervenção feita pelo presidente venezuelano, Hugo Chávez, em caso de ameaça contra o presidente boliviano, Evo Morales. Chávez afirmou que, "se derrubarem ou matarem Evo", "os golpistas da Bolívia sabem que me dariam luz verde para apoiar qualquer movimento armado" naquele país. Os "golpistas" aos quais Chávez se refere são grupos anti-Morales que realizam protestos freqüentes e violentos em cinco dos nove departamentos (Estados) do país, nos últimos dias. "Ao presidente da Venezuela, o senhor Hugo Chávez, e à comunidade internacional, dizemos que as Forças Armadas rejeitam enfaticamente intervenções internacionais de qualquer tipo, não importa de onde venham", disse comandante-em-chefe Luis Trigo, também na TV. "Não permitiremos que nenhum soldado ou força armada estrangeiros ponham pé em nosso solo." O comunicado dos militares contra Chávez cria uma rusga entre os dois países, que estão atualmente envolvidos em uma crise diplomática com os Estados Unidos. BRASIL O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se recusou ontem a comentar a crise política que há na Bolívia. Nos últimos dias, os protestos de grupos contrários ao presidente boliviano, Evo Morales, se tornaram mais freqüentes e mais violentos. EXPULSÃO O Departamento de Estado americano afirmou ontem que o embaixador da Venezuela em Washington será expulso em represália à ordem do presidente Hugo Chávez para que o embaixador americano deixe o país em 72 horas. O porta-voz Sean McCormack disse ainda que a medida adotada pelos presidentes da Venezuela e da Bolívia, Evo Morales, é reflexo da fraqueza e do desespero destes líderes em enfrentar desafios internos. OEA O secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza, pediu, ontem, respeito às autoridades legítimas da Bolívia e que se estabeleça uma mesa de diálogo no país para resolver a grave crise política. Em comunicado, ele disse que neste momento as prioridades para o país são "primeiro, o fim da violência; segundo, o reconhecimento das autoridades legítimas; e terceiro, a implantação de uma mesa de diálogo onde os problemas pendentes possam ser resolvidos", segundo a agência France Presse.

Edição EDIÇÃO 16961




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