BRASIL
Quarta-feira, 28 de Setembro de 2011, 18h:58
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BANCOS
Mais de 6 mil não abriram ontem
WELLTON MÁXIMO
Da Agência Brasil Brasília
O número de agências fechadas ontem, no segundo dia da greve nacional dos bancários, aumentou em relação a anteontem. Segundo a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf), resultou no fechamento de 6.258 agências e centros administrativos em 25 estados e no Distrito Federal, contra 4.191 unidades paralisadas no primeiro dia do movimento. Apenas em Roraima, os bancários ainda não entraram de greve. A categoria fez assembleia ontem e aprovou o início da paralisação no estado a partir da próxima segunda-feira. De acordo com a Contraf, a greve começou mais forte que a do ano passado. No primeiro dia de paralisação em 2010, informou a entidade, 3.864 unidades foram fechadas. Os bancários entraram em greve por tempo indeterminado. A categoria reivindica reajuste de 12,8% nos salários, o que representa 5% de aumento acima da inflação. Os bancários também pedem aumento nas contratações, fim da rotatividade, melhoria do atendimento aos clientes e fim de metas abusivas impostas pelos bancos. A Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), braço da Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) dedicado a negociações sindicais, ofereceu 0,56% de reajuste superior à inflação. CORREIOS Os empregados e a direção dos Correios não chegaram ontem a um acordo sobre o desconto dos dias não trabalhados no contracheque dos funcionários. Com isso, a categoria mantém a greve, iniciada no último dia 14. Em uma reunião intermediada pelo Ministério Público do Trabalho, os funcionários rejeitaram a proposta da empresa de parcelar o desconto dos dias parados. Os trabalhadores aceitam colocar a carga em dia, trabalhar por compensação, mas não aceitamos os descontos de dias, diz Saul da Cruz, do comando de negociações da Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios, Telégrafos e Similares (Fentect). Na próxima terça-feira, informou, caravanas de todos os estados devem chegar a Brasília para fazer uma manifestação. o bem da população brasileira e da empresa, diz o comunicado. De acordo com a Fetect, trabalhadores dos Correios de sete estados já ganharam na Justiça o direito de não ter os dias de greve descontados do salário.