BRASIL
Sexta-feira, 05 de Junho de 2009, 20h:20
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Familiares optam pelo silêncio após reunião
MONICA BERNARDES e TALITA FIGUEIREDO
Da Agência Estado - Recife
Depois de pouco mais de duas horas de reunião com representantes do comando de operações da Marinha e Aeronáutica, a comissão formada por 13 familiares das vítimas brasileiras que estavam no voo da Air France deixou a sede do Cindacta III, em Recife (PE), no início da tarde de ontem, sem falar com a imprensa. O grupo chegou ao local, vindo do Rio, por volta das 9h30, em um avião da Força Aérea Brasileira (FAB), atendendo a um convite feito pelo comando da força-tarefa militar. Visivelmente abatidos, os parentes das vítimas solicitaram ao capitão do navio Fragata Constituição (uma das três embarcações que atuam nas buscas dos destroços da aeronave), Giucemar Cardoso Tabosa, que comunicasse os jornalistas da decisão pela manutenção do silêncio. "A reunião foi positiva. Passamos para o grupo informações sobre todo o esforço que estamos fazendo, assim como as dificuldades que enfrentamos nessa operação. Eles optaram por repassar tudo o que foi conversado aqui para os demais familiares, para só então decidir se falarão ou não com a imprensa em um momento posterior", destacou o comandante. IDENTIFICAÇÃO Depois de reunir-se ontem com parentes das vítimas do voo 447 da Air France, a Polícia Federal começou ontem a coletar informações e, em alguns casos, material genético para uma possível confrontação, caso sejam encontrados corpos durante as buscas realizadas no Oceano Atlântico. Segundo o advogado Marco Túlio Moreno Marques, filho do casal José Gregório e Maria Tereza, que estavam no voo que possivelmente caiu no oceano Atlântico no domingo (31), a PF quer saber se as pessoas tinham próteses, tatuagens, marca-passos e a roupa que usavam no dia do voo. Marques disse ainda que, por pouco, não houve pela manhã uma briga na sala onde estão reunidos parentes das vítimas em um hotel na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio. O advogado afirmou que muitos parentes estão exaltados com o irmão de uma passageira, Maarten Van Sluys, que, segundo ele, se diz representante das vítimas. Trazida por Sluys, a presidente da Associação Brasileira de Parentes de Vítimas de Acidentes Aéreos, Sandra Assali, não teve, segundo o advogado, acesso à sala reservada e o encontro com parentes não foi autorizado.