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Cuiabá MT, Terça-feira, 09 de Junho de 2026

BRASIL
Sábado, 01 de Setembro de 2012, 11h:33

SARNEY/PROJETO

Eleição não prejudicará tramitação

MARCOS CHAGAS LUCIENE CRUZ, STÊNIO RIBEIRO e WELLTON MÁXIMO
Da Agência Brasil – Brasília
O Projeto de Lei Orçamentária Anual (Ploa) para 2013 começou a tramitar oficialmente na sexta-feira no Congresso Nacional. O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), em sessão plenária, comunicou aos parlamentares os prazos para tramitação da matéria. Pelo calendário oficial, a proposta de Orçamento para o próximo ano terá de ser publicada no Diário Oficial da União e distribuída aos parlamentares até o dia 5 de setembro. Mesmo com atrasos no calendário de votação em anos anteriores, Sarney prefere trabalhar com a apreciação da matéria até 22 de dezembro, quando o Congresso inicia o recesso de fim de ano. Ele acrescentou que as eleições municipais não serão um impedimento para votar a matéria nesse prazo. O presidente do Senado ressaltou que os deputados e senadores já trabalhavam com o calendário das eleições municipais. “Não creio que as eleições serão impeditivos para votar o Orçamento [de 2013] na data prevista pelo calendário”, disse José Sarney. INVESTIMENTOS O Orçamento para o próximo ano prevê expansão de 8,9% nos investimentos federais, de R$ 171,7 bilhões em 2012 para R$ 186,9 bilhões em 2013. Esse valor inclui os investimentos próprios do governo federal como os investimentos das estatais. Do total autorizado para investimentos, R$ 76,3 bilhões são do Orçamento do governo federal, alta de 17,9% em relação ao Orçamento deste ano. As estatais aplicarão os R$ 110,6 bilhões restantes, expansão de 3,3%. Com o reforço das estatais, o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) somará R$ 126,3 bilhões em 2013. Desse total, mais da metade, R$ 74,1 bilhões, corresponderão à fatia das estatais. Os recursos do próprio Orçamento federal totalizarão os R$ 52,2 bilhões restantes, aumento de R$ 9,709 bilhões (22,8%) em relação ao deste ano. De acordo com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, os investimentos respondem por boa parte do aumento de R$ 29,3 bilhões das despesas discricionárias (não obrigatórias), que passarão de R$ 229,5 bilhões em 2012 para R$ 258,8 bilhões em 2013. “O investimento é um dos eixos desse Orçamento para assegurar o crescimento do país”, declarou.

Edição EDIÇÃO 16959




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