BRASIL
Segunda-feira, 17 de Janeiro de 2011, 20h:44
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Desorganização dificulta distribuição de donativos
BRUNO BOGHOSSIAN e ROBERTA PENNAFORT
Da Agência Estado - Teresópolis e Rio,
De um lado, donativos que chegam às toneladas de todo o País; de outro, a falta de entrosamento entre a prefeitura de Teresópolis e organizações que tentam fazê-los chegar de modo mais eficiente a quem precisa, como a Cruz Vermelha e a Igreja Católica, cuja iniciativa, segundo voluntários, está sofrendo obstrução por parte do poder público. Até médicos foram impedidos de trabalhar Enquanto isso, milhares de desabrigados ainda têm dificuldades para conseguir água, alimentos e artigos básicos para sua sobrevivência. Ontem, dia em que o número de mortos na tragédia da região serrana do Rio chegou a 665 (276 em Teresópolis, 312 em Nova Friburgo, 56 em Petrópolis, 19 em Sumidouro e dois em São José do Vale do Rio Preto), voluntários da Cruz Vermelha relataram que funcionários da prefeitura tentaram impedir a saída de carregamentos do galpão montado pela organização internacional no centro da cidade. A prefeitura nega "Está acontecendo uma briga de egos aqui em Teresópolis. A prefeitura determinou que nada pode ser entregue sem sua autorização", disse Jairo Gama, um dos cem voluntários da Cruz Vermelha em atividade na cidade. Numa reunião entre as duas partes, a prefeitura decidiu que iria centralizar a entrega do material. A Cruz Vermelha, no entanto, acredita que tenha condições de fazer um trabalho mais direcionado, já que dispõe de informações precisas sobre as necessidades de cada localidade Apesar da intervenção da prefeitura, a Cruz Vermelha continuou fazendo entrega de material nesta segunda-feira (17) - montou um local de distribuição em outro ponto da cidade. "O que a gente quer é evitar o desperdício. Por exemplo: não adianta entregar 30 quilos de arroz a uma pessoa de uma vez só", explicou Luiz Alberto Sampaio, presidente da Cruz Vermelha no Rio.