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BRASIL
Segunda-feira, 15 de Junho de 2009, 20h:17

ASSASSINATO

Delegado admite ação de policiais

MARCELO AULER
Da Agência Estado – Rio
O delegado de Homicídios do Rio, Jader Amaral, garantiu ontem que as primeiras investigações indicam a participação de policiais no assassinato do ex-vereador e ex-líder comunitário Josinaldo Francisco da Cruz, o Nadinho de Rio das Pedras, favela na Zona Oeste da cidade. Nadinho foi assassinado no último dia 10, no edifício onde morava, no Condomínio Rio 2, na Barra da Tijuca (também na Zona Oeste), com dez tiros de dois calibres diferentes. Ontem, o delegado ouviu o cabo da Polícia Militar, Lúcio Silveira, que estava com o ex-vereador e também foi atingido pelos disparos. Prestou depoimento ainda um ex-assessor de Nadinho, cujo nome não foi revelado. DEPOIMENTO O depoimento de mais de três horas do policial deu indícios de o crime ter sido praticado por policiais. Após ser baleado, Silveira anunciou ser policial e foi deixado em paz pelos assassinos que correram atrás de Nadinho. O delegado Amaral afastou as suspeitas de que o cabo PM fosse segurança do ex-vereador. Ele informou que os dois montavam sociedade em um campo de Futebol Society, no bairro do Anil, em Jacarepaguá. Segundo o delegado, o assassinato do ex-vereador muito provavelmente tem ligações com as brigas que ocorreram junto à Associação de Moradores de Rio das Pedras, que Nadinho presidiu até ser eleito vereador. Estas brigas já provocaram os assassinatos, em fevereiro de 2007, do policial civil Félix Souza Tostes, que comandava a milícia naquele bairro e, há cerca de 15 dias, de um dos sócios da Cooperativa de Vans local, Getúlio Rodrigues Gama, cuja morte ocorreu em Cachoeiras de Macacu, na Região Serrana do Rio.

Edição EDIÇÃO 16959




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