BRASIL
Sexta-feira, 11 de Junho de 2010, 21h:20
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PRESIDÊNCIA
Convenções confirmarão os candidatos
PSDB, PT e PMDB realizam suas convenções nacionais neste final de semana. Hoje, os tucanos oficializam o candidato José Serra, em Salvador (BA)
DENISE MADUEÑO
Da Agência Estado Brasília
Os maiores partidos realizam suas convenções nacionais partidárias neste final de semana com algumas pendências nos palanques pelos Estados. O Paraná é um problema ainda sem solução para a candidata petista à presidência da República, Dilma Rousseff, depois que as conversas do PT com o PDT foram interrompidas. PSDB, PT e PMDB realizam suas convenções nacionais neste final de semana. Hoje, os tucanos oficializam o candidato José Serra, em Salvador (BA), e o PMDB, em Brasília, formaliza o apoio à candidata petista, Dilma Rousseff, e indica o presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), para vice na chapa. No domingo, o PT lancha a chapa Dilma-Temer. O candidato José Serra (PSDB) está em situação delicada no Rio de Janeiro. Apesar do apoio do PV, DEM e PPS, o palanque oficial do candidato ao governo pelo PV, Fernando Gabeira, será de Marina Silva (PV), candidata à presidência da República. O calendário eleitoral estabelece a realização de todas as convenções, nacionais e estaduais, até o final do mês. Em nome da aliança nacional em torno da candidata Dilma Rousseff a presidente da República, o PT sacrificou a disputa nos Estados e, a quatro meses das eleições, calcula ter chances reais de eleger três governadores. Atualmente, o partido comanda cinco Estados: Pará, Acre, Bahia, Sergipe e Piauí. Na estratégia de atrair o PMDB, considerado essencial na disputa presidencial, o PT abriu mão do segundo e do terceiro maiores colégios eleitorais do País, Minas Gerais e Rio de Janeiro, e não contará com o apoio dos peemedebistas em Estados onde o PT já governa (Bahia e Pará) nem em São Paulo, maior colégio eleitoral, cujo candidato é Aloizio Mercadante (PT). O PSDB tem definido candidatos em doze Estados e prevê, a quatro meses das eleições, chance de eleger sete, pelo menos. O cálculo inclui os dois maiores colégios eleitorais do País, São Paulo, com o candidato Geraldo Alckmin, e Minas Gerais, com Antonio Anastasia. Além dos dois, os tucanos consideram como fortes candidatos à vitória: Beto Richa (PR), Marconi Perillo (GO), Simão Jatene (PA), Sílvio Mendes (PI) e Wilson Santos (MT). O PSDB comanda, hoje, seis Estados com Alberto Goldman (SP), Anastasia (MG), José Anchieta Júnior (PR), Leonel Pavan (SC), Teotônio Vilela (AL) e Yêda Crusius (RS). Na estratégia de favorecer o PMDB nos Estados, restou ao PT entrar na disputa com Jaques Wagner (BA), Ana Júlia Carepa (PA) e Marcelo Déda (SE), governadores em busca da reeleição. Além deles são candidatos: Tarso Genro (RS), Mercadante (SP), Ideli Salvatti (SC), Tião Viana (AC), Zeca do PT (MS) e Eduardo Valverde (RO). "O quadro eleitoral mostra que o PT está viabilizando o objetivo central que é a eleição de Dilma", afirmou o deputado José Genoino (PT-SP). Ele ressalta que a estratégia petista prevê fazer bancadas maiores na Câmara e no Senado para garantir apoio parlamentar à Dilma, em caso de eleição. Segundo o deputado, a intenção do partido é aumentar a bancada atual de 10 senadores para 16 ou 18 e crescer a bancada da Câmara, composta hoje por 79 deputados.