Celebridades, esportistas e artistas invadiram o horário eleitoral gratuito na expectativa de garantir um "lugar ao sol" no estável e confortável mundo da política. No entanto, a fama de outrora não é o suficiente para conquistar os eleitores. Para os especialistas, sem uma bandeira de luta ou uma região de atuação constante, os candidatos famosos que buscam vagas nas Câmaras Municipais de todo o País tendem a "morrer na praia" no dia 5. Sem experiência política, o discurso-padrão dos candidatos na publicidade eleitoral gratuita é a defesa de programas sociais voltados para crianças, melhoria do sistema educacional e saúde pública, criação de mais vagas em creches e combate às "injustiças sociais". "Tem um monte de gente que não faz nada. Eu vou fazer", afirma o candidato do PDT e ex-jogador do Corinthians Dinei, em depoimento ao portal www.estadao.com.br. Os mais "sinceros" admitem a inexperiência e a falta de projeto político específico, mas prometem empenho no Legislativo. "Não me candidatei por causa do salário, entrei com o intuito de fazer alguma coisa", afirma a ex-vedete Marly Marley (PTB), candidata à Câmara de São Paulo, durante gravação do vídeo no www.estadao.com.br. Especialistas em política questionam a "falta de conteúdo" e as "propostas inconsistentes" dos candidatos estreantes, embora admitam que nada impede que as celebridades se transformem em bons parlamentares.