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BRASIL
Segunda-feira, 15 de Junho de 2009, 20h:17

Buscas por corpos vão prosseguir, afirma Jobim

LÚCIA JARDIM
Da Agência Estado – Paris
As buscas pelos corpos dos passageiros do voo AF 447, acidentado em pleno oceano Atlântico há duas semanas, prosseguirão até o momento em que for inútil continuar vasculhando o local da tragédia atrás de mais vítimas, assegurou o ministro da Defesa, Nelson Jobim, ontem em Paris. O ministro, que veio à capital francesa para um encontro com o homólogo francês Hervé Morin, desmentiu a informação de que o trabalho de resgate de corpos se encerraria no próximo dia 19. "Eu disse a ele que nós continuaríamos fazendo as buscas Já foram encontrados 49 corpos, entre aspas, ou seja, despojos. E continuaremos fazendo isto até momento em que, tecnicamente, se entender inútil as buscas", disse Jobim. Ele elencou, no entanto, a possibilidade de, após "três ou quatro dias" sem a localização de novas vítimas, a operação ser interrompida. O ministro destacou que os franceses vão continuar auxiliando nas buscas e na identificação dos corpos encontrados durante todo o período necessário. De acordo com ele, o trabalho de identificação deverá, em princípio, ser realizado inteiramente no Brasil. "Até para evitar uma dupla necropsia, o que seria uma coisa terrível para as famílias." Por enquanto, nenhum corpo foi identificado. Jobim disse ainda não ter conhecimento sobre a que ponto se encontra a questão das indenizações às famílias. Ele preferiu não comentar a afirmação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, feita em Genebra (Suíça) ontem, de que o governo francês pagaria a compensação pelas vítimas. Segundo Jobim, este é um problema que eventualmente deverá discutido na Justiça, e ressaltou que, por enquanto, a única responsabilidade do Brasil é em relação ao resgate de corpos e destroços. O assunto não teria sido tratado com o ministro francês, assim como as possíveis causas para explicar o desastre. Ontem, um porta-voz da seguradora Axa Corporate Solutions, a principal a cobrir a Air France, informou que a companhia deverá receber em torno de 67,4 milhões de euros pela perda do Air Bus 330. À Axa, caberia o pagamento de 12,5% do valor total do seguro devido, correspondentes a 8,4 milhões de euros. Em relação à reparação que deverá ser dada às famílias das vítimas, o mesmo porta-voz afirmou que ainda é "muito cedo para dar um número realista", sobretudo porque o drama ainda não foi esclarecido. De qualquer maneira, o pagamento aos parentes deverá ficar a cargo da Air France.

Edição EDIÇÃO 16959




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