Brasil adverte sobre risco de armas químicas na Síria
RENATA GIRALDI
Da Agência Brasil Brasília
A crise na Síria pode se agravar por causa da possibilidade de uso de armas químicas nos confrontos entre integrantes do governo e da oposição. A representante do Brasil na Organização das Nações Unidas (ONU), Maria Luiza Viotti, alertou a comunidade internacional sobre esse risco e defendeu a busca de uma transição política negociada entre oposicionistas e governistas. A embaixadora descartou a possibilidade de intervenção externa naquele país. Com grande preocupação, tomamos nota das recentes declarações relacionadas a armas químicas, em contradição direta com normas internacionais estabelecidas há tempos e com os princípios contidos não apenas na Convenção sobre Armas Químicas, mas também no Protocolo de Genebra de 1925, do qual a Síria é parte desde 1968, disse Maria Luiza. POSIÇÃO A embaixadora defendeu a posição do Brasil em um debate aberto sobre o Oriente Médio, promovido pelo Conselho de Segurança da ONU. Para ela, um cessar-fogo imediato é essencial para iniciar uma nova fase na Síria. E é fundamental o governo e a oposição adotarem o plano de paz apresentado pelo enviado especial da ONU e da Liga Árabe à Síria, Kofi Annan, reforçou a diplomata brasileira. A proposta reúne seis pontos que devem ser cumpridos tanto pelo governo de Bashar Al Assad quanto pela oposição. Estes são tempos particularmente difíceis e desafiadores, disse Maria Luiza.