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Cuiabá MT, Quarta-feira, 10 de Junho de 2026

BRASIL
Quinta-feira, 05 de Junho de 2008, 20h:37

CASO VARIGLOG

Acordo leva Denise ao Senado

CIDA FONTES
Da Agência Estado – Brasília
O Governo e a oposição fecharam ontem acordo na Comissão de Infra-Estrutura do Senado para iniciar na próxima quarta-feira as audiências públicas destinadas a esclarecer a operação de venda da Varig. A ex-diretora da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) Denise Abreu, que denunciou ter sido pressionada pela ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, para facilitar a transação, estará frente a frente com outros ex-dirigentes da Anac e procuradores que participaram da negociação. Entre os sete convidados estão Milton Zuanazzi, ex-presidente da Anac, o juiz Luiz Roberto Ayoub, que coordenou o processo de recuperação judicial da Varig, e Manoel Felipe Brandão, ex-procurador da Fazenda Nacional. Foram chamados ainda João Ilídio de Lima Filho, que foi procurador-geral da Anac, e os ex-diretores da agência, Leur Lomanto e Jorge Velozo. Todos foram convidados a prestar depoimento, já que a comissão só tem poder para convocar ministros. Embora seu nome tenha sido aprovado pela comissão, o advogado Roberto Teixeira será chamado para a segunda audiência, marcada para o dia 18 de junho, juntamente com funcionários e compradores da Varig. O líder do governo, senador Romero Jucá (PMDB-RR), assumiu o compromisso de formalizar esse requerimento, que será assinado também pela oposição. Teixeira é amigo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e foi acusado por Denise Abreu de usar sua influência no governo para beneficiar os compradores da Varig e da Variglog. A decisão de não medir força com a oposição foi tomada na véspera, em reunião, no Palácio do Planalto. Depois de consultar o ministro de Relações Institucionais, José Múcio, e a própria Dilma, Jucá voltou ao Congresso para desarmar o PT, que já estava pronto para enfrentar o PSDB e o DEM. A líder do bloco governista, senadora Ideli Salvatti (PT-SC), ameaçava derrubar o convite a Denise Abreu e encerrar logo a polêmica. No entanto, foi convencida de que essa estratégia deixaria o governo na defensiva, levando Dilma Rousseff novamente à berlinda. A oposição, que ficou sem instrumento para pressionar Dilma depois do fim melancólico da CPI dos Cartões Corporativos, vê no caso Varig uma oportunidade de retomar a investida.

Edição EDIÇÃO 16959




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