ARTIGO
Segunda-feira, 31 de Janeiro de 2011, 20h:52
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LORENZO FALCÃO
Vasco da Gama
Meu Deus do céu, o que estará acontecendo com o Vasco da Gama? Até eu, que sou tricolor de coração, ando sofrendo com o time da cruz de malta. É que sendo natural de Niterói, no Rio de Janeiro, costumo torcer por todos os times cariocas. Menos quando eles jogam contra o Fluminense, porque aí seria vira casaca. Isso eu não sou. Mas, engraçado, é que o carioca morador lá da sua cidade maravilhosa de origem, costuma torcer e secar contra os times do Rio, que não o seu. Enquanto isso, o carioca que debanda para outros rincões brasileiros, que nem eu, tem o hábito de torcer pelos times de seu estado de origem. Pelo menos, de uma forma geral, é isso que tenho constatado. Esse negócio de torcer, de torcidas, tem andado muito nas rodinhas de discussão. É um tal de pode isso, não pode aquilo e bla-bla-blá. Tem gente que acha que vaiar é feio em determinadas situações. Durante a realização do último Jogos Panamericanos, no Rio de Janeiro, algumas vaias foram até constrangedoras. E me disseram que o povo brasileiro é mal educado. Pensei cá comigo: grande coisa, grande novidade. O brasileiro, convenhamos, tem lá suas qualidades, mas não a da boa educação. E do jeito que a coisa caminha nesse setor, parece que a tendência natural é nos tornarmos ainda mais mal-educados. Mas deixemos de lado essa história de torcida e de educação no Brasil. São padrões comportamentais que têm mais a ver com aquela história do samba do crioulo doido. Né mesmo?! E voltemos ao Vasco da Gama, clube carioca que remete às origens do Brasil e que está sediado lá pelas bandas do bairro da Piedade, região suburbana do Rio de Janeiro. Longe de mim isto soar como preconceito, até porque, o que seria do vistoso futebol carioca sem os subúrbios daquela cidade? Aqui no Diário de Cuiabá, graças a Deus, para evitar uma espécie de coletivização do sofrimento, são poucos os vascaínos. Apenas o nosso chefe Gustavo, o Gênio e o Jones. Mas há dúvidas sobre o caso do Jones, já que ele parece que era botafoguense antes. Tudo bem, no entanto... Virar casaca é uma opção livre e, como diz o Gabriel Novis Neves, a gente tem que mudar de vez em quando, pra se tornar a gente mesmo. Então repito e refaço a pergunta aqui aos vascaínos do Diário de Cuiabá, e quantos outros leitores que por aqui passem e também torçam para esse grande time carioca: O que estaria acontecendo com o Vasco da Gama? Ah, ia me esquecendo... A pergunta também se estende a um grande amigo, o Eduardo Ferreira e a dois tios queridos meus, o tio Nhonho, lá da Lixeira, e o tio Vilela, lá das imediações do Distrito Industrial. LORENZO FALCÃO é editor do Ilustrado do Diário