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ARTIGO
Sábado, 31 de Maio de 2008, 13h:56

GUSTAVO OLIVEIRA

Sydeny Pollack

O cinema esta de luto. Morreu aos 73 anos Sydeny Pollack, ganhador do Oscar de direção e de filme em 1985 por "Entre Dois Amores", foi indicado para o prêmio também por seu trabalho em "A Noite dos Desesperados" (1969) e "Tootsie" (1982). Pollack colecionava um Emmy (prêmio máximo da TV norte-americana) e outros troféus em festivais. Nascido em 1º de julho de 1934 em Lafayette, Indiana, Pollack se mudou para Nova York aos 17 anos, com a intenção de ser ator. Estudou teatro no Neighborhood Playhouse e em seguida se tornou professor na mesma escola. Na TV e no cinema, começou como instrutor de atores mirins e juvenis, mas logo passou à direção, tendo assinado episódios de séries televisivas de sucesso, como "Ben Casey", "O Fugitivo" e "O Homem Alto", na primeira metade dos anos 60. Estreou na direção de longas-metragens em 1965, com "Uma Vida em Suspense", e chamou a atenção da crítica com seu filme seguinte, "Esta Mulher É Proibida" (1966), estrelado por Natalie Wood e Robert Redford. Sua última contribuição como diretor foi com o documentário "Esboços Por Frank Gehry", de 2005, quando fez sua estréia no gênero. Mesmo sofrendo da doença desde meados de 2007, Pollack não deixou o cinema e continuou a trabalhar até ser afastado definitivamente no começo de 2008. Como ator, atuou sem cessar. Seu último trabalho foi em "O Melhor Amigo da Noiva", ainda em cartaz. Em 2007, teve papel de destaque em "Conduta de Risco", por ele produzido, com George Clooney no papel principal e Oscar de atriz coadjuvante para Tilda Swinton. Durante toda a carreira de diretor, trabalhou ocasionalmente como ator, com cineastas como Woody Allen (em Maridos e Esposas) e Stanley Kubrick (De Olhos Bem Fechados). Naquele que foi seu último filme ("Esboços para Frank Gehry"), Sydney Pollack, refere conversas com o arquiteto Frank Gehry: a arte de ambos tem em comum o fato de se equilibrar entre os desejos do artista e as exigências dos clientes. Gehry é um grande artista, é o arquiteto do Museu Gugenheim de Bilbao. Pollack foi mais do que tudo um simpático equilibrista. Soube ser popular em uma comédia como "Tootsie", soube cultivar o prestígio em dramas como "Entre Dois Amores", soube ser honestamente comercial, em "A Firma", e criou um tipo extremamente simpático e caloroso em seus vários trabalhos como ator. Curiosamente, seu resgate, talvez o definitivo, chegou com um filme modestísssimo, em que Pollack era diretor, roteirista, câmera, entrevistador e mais tudo o que pudesse ser, com exceção de Frank Gehry: modesto na concepção, mas ambicioso intelectualmente, Pollack presta uma homenagem ao seu amigo arquiteto, ao mesmo tempo em que reflete sobre as grandezas e fraquezas de sua arte e, por que não, de sua própria trajetória. * GUSTAVO OLIVEIRA é diretor de Redação do Diário [email protected]

Edição EDIÇÃO 16959




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