ARTIGO
Sexta-feira, 25 de Julho de 2014, 20h:36
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ROMILDO GONÇALVES
Sema: descentralizar para preservar - II
Dar continuidade às atividades em cursos e criar novos modelos de gestão para atender às exigências da moderna sociedade mato-grossense, e da legislação vigente, serão uma das inúmeras prioridades do novo gestor que irá comandar o estado de Mato Grosso a partir de 2015. Um segundo passo de igual valor no percurso desse processo é estruturar a Secretaria de Estado de Meio Ambiente, com instrumentais e recursos humanos capazes de responderem com clareza e objetividade às exigências da população em meio às suas atividades de rotina. Como secretaria eminentemente técnica, a Sema precisa, mais do que nunca, para execução de suas atividades, ampliar seus horizontes, evoluindo de maneira eficaz em sua missão. Nesse sentido criar implementar e estruturar novos núcleos em polos estratégicos do território mato-grossense, assentando nesses polos gestores capazes de responder com eficácia às comunidades locais e regionais é objetivo maior. Estimular, fomentar, planejar, executar com eficiência atividades e metas programadas de orientação, prevenção, preservação e conservação da vida, assegurando desenvolvimento sustentável, é dever basilar dos governantes e gestores públicos. Reavaliar, reativar, redirecionar programa e projetos como Prodeagro, Bid-Pantantal, PPG7... Atento ao uso racional dos recursos bióticos e abióticos do Estado manejando-os racionalmente fundamentado no tripé desenvolvimento-produção-preservação, tendo como base o intrínseco conceito de qualidade de vida sem agressão gratuita ao meio ambiente, é o x da questão. Sabemos que a tarefa não fácil, porém sabemos que temos um papel primoroso a cumprir na dinâmica política ambiental mato-grossense. Sabemos que a base econômica do estado de Mato Grosso se fundamenta na produção primária, entendê-la na sua plenitude, compreendendo a dimensão desse contexto do preservar produzindo e do produzir preservando, é o caminho. Nesse front, gestores públicos e também os rurais devem mirar com precisão essa tênue linha de continuidade da vida. E mais: para caminhar nessa seara é imprescindível conhecer, compreender e entender o papel da gestão pública e a finalidade dessa Secretaria no contexto. Nesse viés, vale pontuar que embora a Sema seja uma pasta eminentemente técnica, é ao mesmo tempo política, holisticamente falando, uma vez que para lá convergem interesses difusos, conflitantes... Advindos da iniciativa privada e do próprio poder público. Se nas últimas décadas três dos gestores mato-grossenses conseguiram implementar habilmente políticas sustentáveis no Estado, permeando exigência legais de preservação e produção, dinamizá-la a partir de 2015, assegurando sustentabilidade para o século 21, é a missão da Secretaria. Portanto, descentralizá-la capitalizando-a nos diferentes ecossistemas mato-grossenses é uma questão basilar para o novo gestor público e sua equipe a partir de 2015. *ROMILDO GONÇALVES é biólogo, mestre e prof.-pesquisador da SEDUC/UFMT