Ninguém desconhece que a segurança pública, ou melhor, a insegurança, na Grande Cuiabá sempre foi problemática. Não é de hoje que a violência, que atinge indistintamente todos os cidadãos, não importa a classe social, tem crescido e muito nos últimos tempos, fazendo a população refém do próprio medo. Os bandidos parecem estar sempre à espreita, à espera de uma oportunidade para agir. Não importa a hora ou o lugar. A certeza da impunidade lhes garante até uma certa tranquilidade na escolha de seus alvos. As saidinhas de banco têm se multiplicado, assim como os arrombamentos a caixas-eletrônicos. Sem falar nos assaltos a empresas e residências, inclusive com a rendição das famílias como reféns, que também estão no topo do ranking da violência. Cada vez mais as pessoas estão se sentindo aprisionadas em suas casas - com muros mais altos, cercas eletrônicas, câmeras de segurança -, sem que isso lhes dê a certeza de que ficarão a salvo dos marginais; estes, sim, livres, leves e soltos para agir quando e como bem entenderem. O cenário não é mesmo nada animador e o panorama piorou ainda mais com a greve na Polícia Civil, onde investigadores e escrivães cruzaram os braços. A paralisação já dura mais de 30 dias, período em que o aumento no índice de roubos e furtos na Grande Cuiabá foi de nada menos do que 66%, o que já rendeu um acúmulo de mais de dois mil boletins de ocorrência (BOs) no setor de roubos e furtos. Colocar tudo isso em dia depois que a greve acabar, e parece que ela vai se prolongar ainda por um bom tempo, não será tarefa das mais fáceis. Diante de tudo isso é urgente que se encontre uma solução que possa trazer tranquilidade à vida dos cidadãos. O trabalhador sai de casa todos os dias e não sabe se ele, sua família e sua casa vão estar livres da ação dos marginais, ou serão mais um número que engrossa a estatística da violência. A polícia precisa de um efetivo maior e de suporte, leia-se estrutura, veículos e armas em condições de combater com eficiência o avanço da criminalidade, além, é claro, de salários justos que lhes garanta uma vida digna e a tranquilidade da própria família. É preciso dar um basta e já a essa violência, pois estamos todos cansados de ser reféns do medo. Mais do que nunca, segurança pública precisa ser encarada com responsabilidade e prioridade. TÂNIA NARA MELO é editora de Opinião tâ
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