Após sua volta ao poder vencendo a eleição presidencial de 1950, Getúlio Vargas impõe sua peculiar política nacionalista e estatizante, decido a dar continuidade à industrialização. Em 1953, depois de uma batalha política no Congresso e de grande campanha popular por todo país, a Petrobrás é criada detento o monopólio estatal de prospecção e produção de petróleo. A intenção de estabelecer uma identificação entre o povo e o setor público havia sido atingida (O petróleo é nosso). Com a sanção da lei que permite a entrada da iniciativa privada e internacional no setor petrolífero, seu monopólio foi quebrado em todos seus segmentos: pesquisa, produção, refino, importação, exportação e transporte. A partir de então, operadoras do setor como a Texaco e Esso deram início a estimulante corrida de concorrentes. Interessado em captar investidores, o Governo Federal decidiu neste mês, vender parte de suas ações. Massificou a propaganda em todos os grande veículos de comunicação chamando atenção pelo alvo de sua campanha: o cidadão comum. A divulgação de seu chamariz - Entre para o time de acionistas da Petrobrás - coincide com o momento em que a equipe marca seu segundo gol contra no semestre. A mácula à imagem da empresa sequer se compara à causada no meio ambiente. Primeiro, ela mostrou todo seu know-how em negligência quando nos acidentes no mar do Rio de Janeiro. Agora complementa seu show de horrores despejando mais alguns milhões de óleo em um rio do Paraná. É risível que, não fosse o mais recente desastre, passaria-se batido pelas questões ambientais que a companhia se envolveu. A Petrobrás como maior empresa brasileira, antes de se vangloriar de sua posição deveria se portar com grandiosidade. Ao abrir suas portas à sociedade para vender suas ações age como se fosse um time campeão. Um campeão só vence se trabalhar em harmonia com seus pares. E é o que não acontece nessa história aonde a companhia colhe os frutos e a sociedade se afunda com a natureza degradada. Decerto, a estratégia é fingir amnésia para passar incólume de tantas falhas que desabonam a companhia. Enquanto isso, a correnteza leva o valioso óleo para mais uma inválida cidade paranaense. E pelo caminho vai deixando perguntas. Afinal, quem é esse? Que time é esse? * JULIAN CUADAL SOARES, 21, acadêmico de Direito/UFMT é colaborador desse Diário E-mail:
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