Mato Grosso é um dos estados que mais crescem no Brasil com cerca de 10% de crescimento ao ano, segundo o IBGE. Também é um dos Estados mais bonitos do Brasil, com cenários maravilhosos para se visitar e locais com forte incidência da cultura enriquecida com o passar dos anos e tradições da população local. Esses motivos já são o suficiente para trazer para o Estado visitantes dos mais diversos lugares do mundo. Outra demanda de turistas chega todos os dias atraída pelo emergente turismo de negócios, setor em crescimento na Capital. Somente ano passado, Cuiabá registrou um aumento de 32% de turistas que vieram a palestras, cursos e exposições. Esse crescimento equivale a 24,1 mil turistas circulando em Cuiabá em busca de alternativas culturais, gastronômicas e hoteleiras para passar o tempo. Os setores gastronômico e hoteleiro têm reagido a nova tendência e criado algumas alternativas para aqueles que buscam por diversidade. Em compensação, o setor cultural ainda precisa criar alternativas dignas de uma Capital. É claro que há shows, espaços culturais e museus em Cuiabá. O que ainda não existe é um horário mais flexível para dar ao turista e até mesmo ao morador da Capital que trabalha durante a semana a opção de conhecer o que temos de interessante na nossa área cultural. O turista que busca um museu para visitar nos finais de semana não tem muitas opções. Na maioria dos lugares, encontra as portas fechadas ou no máximo o espaço para lanches aberto. As obras de artistas regionais, dos ceramistas, ah... Isso fica para quem pode se adequar ao horário dos administradores dos museus. O turista que não quer sair da Capital e busca por uma atividade cultural sem restrição de horário no final de semana consegue ir à tradicional rua das ceramistas, no São Gonçalo-Beira Rio. Também consegue visitar o popular Centro Geodésico da Capital. Também há o Museu do Rio, que tem o horário até às 21 horas. Mas fica bem limitado a isso. A prefeitura anunciou recentemente a construção de uma galeria para exposições de arte regional no Morro da Caixa Dágua. Um projeto lindo, digno de uma arquitetura primorosa que está abandonada ao tempo. Atitude louvável, desde que a arte consiga chegar ao morador de Cuiabá e ao turista. Os amantes da arte ficam na torcida por isso. ALINE CHAGAS é jornalista