Ganhei uma missão diferente na véspera do Natal. Na matéria que escrevi hoje para o Diário abordo como a data é comemorada pelos cuiabanos de diferentes crenças. Me desfiz de conceitos pré-concebidos e parti para a pauta. O mais fascinante foi perceber que realmente o natal une as pessoas. A data não passa em branco! Mas o melhor da pauta foi a oportunidade que tive em encontrar pessoas que aproveitam o Natal para refletir a despeito de suas próprias decisões, dos rumos que têm tomado, os erros, os acertos, enfim, tudo é revisto. Representantes dos evangélicos, espíritas, católicos e da umbanda foram entrevistados e cada um se posicionou a respeito do significado do natal baseado em suas concepções religiosas. Para você que ficou curioso, dê uma olhada na matéria. Não quero falar que o Natal é a data mais comercial do ano, que as pessoas só pensam em trocar presentes umas com as outras e que a figura mais importante da data está distante dos aplausos. Tem pessoas que nem sabem que o Natal comemora o nascimento de Jesus, filho de Deus, que se fez homem, como eu e você e mostrou a todos que é possível ter uma vida correta, digna e cheia de felicidade sem precisar se sujar na lama da corrupção, da trapaça e da mentira. Ele foi o cara. Só para se ter uma ideia a história é dividida em antes e depois de Cristo. Pois bem! Faço um pedido a todos os leitores. Que se esforcem ao máximo para que a magia do Natal não se restrinja apenas a hoje, mas que esse espírito permaneça ao longo de todos os anos de nossas vidas. Peço ainda que as diferenças sociais, de gênero, culturais, políticas, editoriais e religiosas sejam apenas diferenças e não muros intransponíveis que nos separam. Somos todos irmãos de um mesmo pai. Que a vida seja não apenas a resposta das crianças, como gritava Pixinguinha, mas a resposta de todos. 2010 se despede com mais de 300 assassinatos apenas na Grande Cuiabá. Que os casos de corrupção e descaso com o dinheiro público sejam investigados e os responsáveis punidos. Que os nossos políticos realmente honrem o voto do povo nas suas decisões de forma justa e mais transparente possível. De tantos pedidos, creio que o saco do Papai Noel ficou cheio demais. Vamos deixar o bom velinho descansar e juntos fazermos a nossa parte. Feliz Natal e um 2011 fantástico para você. DHIEGO MAIA é repórter