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Cuiabá MT, Quarta-feira, 10 de Junho de 2026

ARTIGO
Domingo, 11 de Fevereiro de 2001, 18h:06

ROSIVALDO SENNA

O nosso pobre futebol

Está marcado para o dia 3 de março o início do Campeonato Mato-grossense de Futebol, edição 2001, com o jogo entre Sinop e Mixto, lá em Sinop. E a bagunça continua. A boa novidade é a volta do Clube Esportivo Dom Bosco. Em compensação, não teremos o Berga, sensação do ano passado e, para desespero dos tricolores, o Operário de Várzea Grande também está fora. Como penalidade por não participarem da competição, a Federação Mato-grossense de Futebol (FMF) rebaixou as duas equipes para a Segunda Divisão, que deverá ser criada no segundo semestre deste ano. Um ato que poderá esculhambar de vez todas as divisões do futebol do Estado, já que a incompetência dos dirigentes estaria se transferindo para mais esta modalidade. Muitos, no entanto, não acreditam que esse rebaixamento aconteça realmente, pois falta pulso e poder de definição na FMF. O afastamento do Operário, quem sabe, pode ser uma boa para o torcedor, cansado de passar verdadeiros vexames. Porém, tudo deverá continuar da mesma forma porque os dirigentes continuarão os mesmos. Alguns, afogados na “banheira de vaidades”, usam deste clube, deste nome, desta bandeira do futebol mato-grossense para promoção pessoal. E, o pior de tudo, fazem o que fazem e saem sem quaisquer arranhões, já que prevalece do famoso jogo de empurra-empurra. O Operário não. Fica cada vez mais desacreditado. Coitado do torcedor. O mais surpreendente de tudo foi a desistência do Berga, o primeiro clube empresa do futebol profissional de Mato Grosso, que nadou, nadou e morreu na praia. A falha maior foi não saber negociar os jogadores que se destacaram no campeonato do ano passado, entre eles Jair, Moreno e Valdo. Muitos, até hoje sentem saudades do jornalista Orlando Antunes. Ele teria tentado negociar alguns jogadores e quase foi execrado pelos “defensores da moral”. A falta de competência foi tão grande que dois deles (Jair e Moreno) foram emprestados ao Juventude e não estão jogando nem pedra em galinheiro. Quanto ao nosso Dom Bosco. Bem, vamos aguardar! Ao que tudo indica não passará de saco de pancadas nas mãos (ou nos pés) nos times do interior, mais uma vez favoritos para o título. O Juventude sai na frente. Mas, Dom Bosco é Dom Bosco e o que importa é o retorno. Vamos lá, Leão da Colina Iluminada. ROSIVALDO SENNA é editor de Economia, amante do bom futebol e escreve neste espaço às segundas-feiras. E-Mail: [email protected]

Edição EDIÇÃO 16959




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