Após a vitória merecida de Cuiabá para uma das sedes da Copa do Mundo de 2014, como digna e legítima representante do pantanal mato-grossense, iniciamos agora o trabalho de viabilização dos projetos apresentados ao Comitê Organizador da Fifa. A nossa sugestão é a de que a cultura seja inserida nesse contexto com uma participação significativa, já que o nosso Estado tem uma pujante história com raízes profundas. O Governo do Estado conta com um projeto extraordinário que está pronto para ser iniciado, trata-se do Complexo Cultural Senador Vuolo, que, perfeitamente, poderia fazer parte do pacote de obras. Eu pergunto: Será que este não é o momento de consolidar a capital mato-grossense como a cidade da arte, do teatro e da música também? Certamente, não existe momento melhor. Afinal, trata-se do maior projeto de integração cultural do Centro-Oeste brasileiro. Apesar de Mato Grosso ser um Estado rico em cultura, por outro lado, a infra-estrutura cultural é precária em termos de investimentos que levem à divulgação e a expansão dessa cultura. A cultura é adquirida na convivência em grupo. E o local ideal para o desenvolvimento de novos talentos é o Espaço Cultural. Julgo oportuno lembrar que participei de uma reunião com o Governador Blairo Maggi para tratar do assunto, ocasião em que Sua Exelência se interessou de pronto pela idéia, conforme suas palavras, ao comentar o projeto: nele contemplará tudo que Cuiabá, uma cidade com quase 300 anos de história, ainda não tem. Um belo teatro com elevador de palco para receber concertos e óperas internacionais, 2 cinemas para apresentação de filmes culturais produzidos no Estado, uma galeria de arte, o museu da ferrovia, um centro-múltiplo com salas de música, pintura, cursos profissionalizantes e uma área de alimentação para que haja uma grande circulação de pessoas, como sugeriu o grande publicitário e jornalista Mauro Cid Nunes da Cunha. Eu gostaria de deixar bem claro a todos que me dão a honra de me acompanhar neste seleto espaço da imprensa cuiabana, que não se trata aqui de um pedido pessoal. De Vuolo, existe apenas o nome do empreendimento e o idealismo de inserir Cuiabá no Circuito Mundial de Cultura e Arte. A construção ficará exclusivamente a cargo do Governo do Estado de Mato Grosso. Tivemos apenas o cuidado de providenciar duas peças fundamentais para ajudar a viabilização do pleito: a escritura do terreno e o projeto construtivo, que foi formatado pelo arquiteto Salim Rahal (que é natural de Santa Fé do Sul/SP) inspirado na ponte rodo-ferroviária sobre o rio Paraná, que fará parte da obra com uma réplica em treliça metálica na entrada principal, sob uma lâmina dágua. Portanto governador, reitero o pedido em nome do nosso povo, afinal, já são mais de 8 anos de espera (desde o falecimento do Senador Vuolo, em 20 de maio de 2001) para a realização deste sonho, que não é meu, mas de todos os cuiabanos e brasileiros que aqui vivem. Por isso, fiz questão que a área doada fosse pública, que servisse realmente à nossa população, ou seja, de responsabilidade total do Estado. Para quem não sabe, o Complexo Cultural Senador Vuolo foi idealizado em 2001, a partir de uma reunião com o então governador Dante de Oliveira no Palácio Paiaguás. Dante, na época, pediu que eu procurasse um terreno para abrigar o empreendimento. Fui ao DVOP, onde fui muito bem recebido pelo presidente Vitor Cândia, que sugeriu que o local para abrigar o Complexo fosse na Avenida do CPA, ao lado da Fecomércio. Em seguida, coube a Procuradoria do Estado legalizar a área. Não poderia me esquecer do apoio grandioso da procuradora Sueli Capitula na legalização da área. Em seguida, começamos a discutir a elaboração do projeto. Foram várias reuniões com diversos setores da nossa sociedade, ouvindo sugestões de pessoas da mais alta qualificação profissional como do cineasta Luis Carlos Borges, o historiador e professor da UFMT Fernando Tadeu, o publicitário Mauro Cid, dentre outros. Daí nasceu a idéia de se aproveitar a homenagem ao Senador Vuolo com o museu da ferrovia e acrescentar um grande e moderno entretenimento de lazer e cultura. Esta é a nossa sugestão. Fica a nossa esperança que o Governo do Estado abrace essa bandeira. * VICENTE VUOLO é economista, ex-vereador de Cuiabá e funcionário do Senado Federal
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