Para quem gosta de cinema - como eu -, hoje é dia de festa, é dia de Oscar. Dos nove filmes que concorrem à categoria principal, três ainda não passaram nos cinemas de Cuiabá: Indomável Sonhadora, A Hora Mais Escura e Amor. Os demais Argo, O Lado Bom da Vida, Lincoln, As Aventuras de Pi, Os Miseráveis e Django Livre -, felizmente, chegaram até nós. Com a onda recente de premiações em série, do Globo de Ouro a quase todos os prêmios das associações de artistas e técnicos, nada parece tirar de Argo, de Ben Affleck, o triunfo central da noite de hoje. Seu favoritismo se deve tanto a suas qualidades de thriller político quanto ao precoce enfraquecimento das postulações de seus principais opositores: o por demais sombrio Lincoln, de Steven Spielberg; a polêmica em torno da tortura em A Hora Mais Escura, de Kathryn Bigelow e das questões raciais em Django Livre, de Tarantino; a, digamos, heterodoxia musical de Os Miseráveis, de Tom Horpper. O prêmio de direção é uma incógnita. Spielberg pode sair do Dolby Theatre com seu terceiro Oscar de direção, seu filme é tecnicamente perfeito como sempre. Também não será novidade se o chinês Ang Lee levar sua segunda estatueta pelo seu belíssimo trabalho no mágico As Aventuras de Pi. A grande barbada da noite é o prêmio de melhor ator, todas as apostas estão no britânico Daniel Day-Lewis, por sua caracterização do presidente norte-americano Abraham Lincoln, que pode render-lhe seu terceiro Oscar. Qualquer outro resultado será uma zebra. Para o prêmio de melhor atriz, a favorita é a nova queridinha da América, Jennifer Lawrence. Aos 22 anos, ela pode se tornar na mais jovem vencedora, na categoria principal, da história do Oscar. Eu, particularmente, gostei muito do filme em O Lado Bom da Vida e acho perfeitamente natural sua provável premiação. Apesar do favoritismo de Tommy Lee Jones, pela brilhante interpretação do congressista Thaddeus Stevens, em Linclon, a categoria de melhor ator coadjuvante, é a mais difícil. Todos os candidatos são grandes atores com pelo menos um Oscar em suas estantes: Alan Arkin (Argo), Philip Seymour Hoffman (O Mestre), Cristopw Waltz (Django Livre) e Robert De Niro (O Lado Bom da Vida). PS: Espero que no próximo ano - já que vamos ganhar sete novas salas de cinema na cidade, nos próximos dias -, todos os filmes passem em Cuiabá antes da noite do Oscar. * Gustavo Oliveira é diretor de Redação do Diário.
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