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Cuiabá MT, Quarta-feira, 10 de Junho de 2026

ARTIGO
Sexta-feira, 10 de Dezembro de 2010, 20h:19

JEAN CAMPOS

João Bosta e o Governo

João Bosta sempre odiou seu nome. Reclamava para a mãe que passava constrangimento na escola e era sempre motivo de chacota. Todos riam quando a professora fazia a chamada diária: “João Bosta”. Apesar dos aborrecimentos, ele nunca deixou de responder que estava presente. Quando cresceu, decidiu mudar de vida e procurou a Justiça. Certo dia, João Bosta teve a sentença favorável e foi ao encontro do juiz. “Qual será o seu novo nome?”, perguntou o magistrado. “Pedro Bosta”. E assim foi registrado. A parábola narrada nesta semana pelo deputado estadual Percival Muniz (PPS), durante sessão na Assembleia Legislativa, foi usada pelo socialista numa metáfora à reforma administrativa no governo Silval Barbosa (PMDB). Na parábola, o indivíduo continuou, literalmente, uma merda. E no governo, o mesmo erro não deve ser cometido. Polêmico, Percival suscitou que não adianta mudar de nome e não mudar a essência das pastas. Comentário pertinente, o do nobre deputado Percival. Assistimos nesta semana, a aprovação da reforma administrativa. Para muitos, a jogada serviu para acomodar os 11 partidos que reelegeram o chefe do Executivo. Para outros, e para o próprio governador, a nova arquitetura organizacional irá atender as necessidades coletivas da sociedade mato-grossense. Pois bem, uma das mudanças mais significativas diz respeito à secretaria das Cidades. A pasta terá a missão de desenvolver e implementar políticas públicas de habitação, saneamento e gestão das cidades. Papel importante para uma secretaria que terá que mudar o quadro de pouco avanço em saneamento básico e, apesar dos investimentos, de elevado déficit habitacional. Bons resultados também prometem vir com a implantação do termo “Agricultura Familiar” na denominação da secretaria de Desenvolvimento Rural e no desmembramento da secretaria de Justiça e Segurança Pública. A boa vontade do governador está evidente, tanto quanto a necessidade de habilidade para colocar em prática o plano de governo. Compete a ele, a partir de primeiro de janeiro, dar início a um novo ciclo. Nada mais justo que dar um voto de confiança àquele que pretende manter o ritmo de crescimento econômico do Estado aliado ao desenvolvimento social. “(...) reforço que estaremos empreendendo políticas públicas com a finalidade de aperfeiçoar o uso dos recursos públicos, ou seja, melhorar o máximo o uso de nossas receitas, de forma tal que possamos ampliar a quantidade e melhorar a qualidade dos serviços prestados pelo Poder Executivo à sociedade mato-grossense”, diz a mensagem nº 101/2010 encaminhada pelo governador Silval Barbosa ao Legislativo junto à mensagem nº 46/2010 que dispõe sobre a reforma administrativa. Fica o registro. JEAN CAMPOS é repórter de política

Edição EDIÇÃO 16959




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