Sem garantias de apoio financeiro por parte do Governo do Estado e também da prefeitura do município, a diretoria do Crac (Clube Recreativo Atlético Campo-verdense) de Campo Verde vai desistir de disputar o Campeonato Mato-grossense de Futebol Profissional deste ano. Uma pena!, mas decisão sábia, já que sem condições financeiras para armar uma forte equipe é melhor ficar de fora. Acredito que o presidente da FMF, Carlos Orione, que está sendo pressionado pelos dirigentes do futebol mato-grossense a entregar a presidência da entidade, vai manter a vaga aberta do Crac e dar continuidade no campeonato com nove clubes. O Barão não vai abrir uma exceção aos clubes que foram rebaixados à Segunda Divisão do Mato-grossense, como Poconé, Operário, Juventude e Primavera, ambos de Primavera do Leste, ou mesmo um dos mais tradicionais clubes do Estado, o Azulão da Colina, ou melhor, o Dom Bosco. Quando o Azulão foi rebaixado no começa da década de 90, o então presidente Álvaro Scolfaro afirmou que sua equipe não disputaria Segunda Divisão em Mato Grosso devido à deficiência financeira que tinha a Primeira Divisão. Imagina então a Segunda1 Licenciou o clube até a presente temporada e se o Barão abrir vaga para um outro rebaixado, tem que abrir também para o Azulão da Colina. Os dirigentes dos principais clubes do Estado, como Luverdense, Cuiabá, Mixto, Palmeiras do Porto que agora responde pelo nome de Mato Grosso, União, Vila Aurora, Cacerense, Sinop e Rondonópolis Esporte Clube (REC) estão trabalhando diariamente em busca de se manter no Estadual. O torneio, que é seletivo a uma vaga na Copa do Brasil do ano da Copa do Mundo e também da quarta divisão do Nacional, promete ser bastante equilibrado. Não adianta a FMF indicar uma outra equipe com menos de 10 dias para o pontapé inicial para se tornar saco de pancada dos demais participantes. O atual presidente do Operário, empresário carioca Sebastião Viana, afirma que tem patrocínio para bancar o clube no Estadual. Pura demagogia, pois disputou a Segunda Divisão do ano passado e não superou suas próprias pernas. Com o perdão da palavra, quer mesmo é afundar de vez um dos mais tradicionais clubes do futebol mato-grossense que tantas glórias e alegrias já deu aos torcedores do Chicote da Fronteira em décadas passadas. Que o Mato-grossense deste ano seja disputado pelos nove que já estão inscritos e preparados para o pontapé inicial no dia 20 próximo e que vença o melhor, honrando o futebol profissional do Estado. ADMAR SILVA DE PORTUGAL é repórter.
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