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ARTIGO
Sexta-feira, 05 de Junho de 2009, 21h:16

PAULO ZAVIASKY

Esperneadores do futuro -(MXXXLII)

Alguns políticos tentam de tudo para a conquista de um pedacinho apenas do marketing pessoal. Muitos se escondem como tatu-bola a fim de conquistarem outras coisas. No meio disso tudo, o povo. O exemplo do silêncio está no zagueiro do Operário F.C., Ary Campos, que é de meu tempo. No silêncio da madrugada, colocou seu filho, Campos Neto, lateral direito, como Conselheiro da diretoria do “Chicote da Fronteira”. Sem votos da diretoria do próprio Operário Futebol Clube, sem consultar a própria torcida que tinha preferência pelo excelente ponta-direita do Mixto Esporte Clube, o “Zito”, José Corrêa de Almeida, causídico de fama mundial, historiador e filho da “terra de Couto Magalhães”, segundo o livro da ex-prefeita de lá, Várzea Grande (MT), Sarita Baracat. Nosso “Zito” sempre foi técnico do Mixto e é uma mistura genética descendente dos Monteiro da Silva, do famoso Licínio, e dos Almeida. Sempre me chama de “operariano roxo”, por isso inverti também sua paixão operariana, pois chumbo trocado não dói. Grande moço, grande amigo da velha guarda. Estes os come-quietos. Agora, vou citar os esperneadores do futuro-XVI. Quando espalharam o boats de que o atleta Ary Campos iria aposentar-se da tribo operariana, a índia gaúcha Serys Marly, do PT – Palanque da Taba -, se apressou a jogar uma lagartixa no caldeirão dos feiticeiros da pajelança e mandou às favas suas idéias revolucionárias de legalidade social, querendo o cargo para si própria. E falou em nome da mulher inferior, dos negros, dos oprimidos, dos pobres, dos ricos, dos conselheiros, da lei, da ordem, dos menores abandonados, das vítimas do Boeing 798 e das professoras, das vítimas da pedofilia - moda passageira só eleitoral atual, do cacique, dos brancos, dos direitos humanos das baleias, da ONG, long, bong Greenpace, aliás, como sempre faz quando fica perto de eleições também na Oca. Reivindicando para si o cargo histórico de primeira mulher a ser conselheira do Operário Futebol Clube. Mesmo que todos os índios de sua tribo assistam aos seus rompantes no Parlatório da Taba, via satélite, a favor de outras coisas e de outras conquistas para outra nação indígena “Sul Maravilha”, apesar de ter sido eleita por esta tribo daqui. Nada. E meteu a borduna na cacunda do morubixaba Campos Neto, aprendiz de feiticeiro que assumiu meio depressa a função naquele clube interessante várzea-grandense. Prometendo ao zagueiro-pai um bisneto que irá assumir, daqui trinta anos o mesmo posto, de pai para filho, para neto, para bisneto nesta Taba Oca Mato Grosso Brasil. Com o escândalo dos porretes no Campos Neto, Porto Alegre (RS) ficou de luto pela gaúcha tupi-guarani eleita pela sub-sede da Copa do Pantanal, bem longe de sua floresta natal. De um lado, os quietinhos como Ary, do passado e do presente, e de outro, os esperneadores do futuro como a índia Tupy-Guarany gaúcha Serys. Igual o atleta Júlio Campos, aproximadamente vinte anos atrás, quando sonhou emparelhar os relógios sírio-libaneses da catedral com os de Brasília. Só não deu certo por causa de que tais relógios doados pelos muçulmanos comerciantes daqui, nunca funcionaram. Ainda vou falar nisso: a ordem de Roma para nunca deixar tais relógios funcionarem por causa da guerra religiosa muçulmano-católica. Agora, com a derrota de MS no sonho da Copa do Pantanal, os esperneadores do futuro de lá também querem por que querem mudar o nome do Estado de MS para o de Estado do Pantanal. No mesmo fio da navalha o senador Delcídio de lá, quer porque quer mudar o eixo da terra e colocar um horário diferente daqui. Sem ouvir o povo daqui e nem de lá. * PAULO ZAVIASKY é jornalista [email protected]

Edição EDIÇÃO 16959




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