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Cuiabá MT, Quarta-feira, 10 de Junho de 2026

ARTIGO
Sexta-feira, 18 de Junho de 2010, 20h:51

LEITOR

Copa do Mundo

“Emocionei-me às lágrimas com a abertura das festividades relativas à Copa do Mundo de 2010 na África do Sul. Relembrei o passado inglório daquela gente sofrida, escravizada, espoliada por conquistadores brancos que insistem em permanecer como donos do mundo, das idéias, das conquistas, das liberdades entre as Nações. Insistem em impor sofrimentos aos países mais carentes e menos desenvolvidos. O povo africano, lindo, colorido, alegre, está dando uma demonstração inequívoca do quão importante é para a sociedade do mundo a existência da democracia, da liberdade, da igualdade, do respeito educado entre as divergências. Ainda que libertos recentemente das mãos escravizantes de conquistadores maquiavélicos e que não respeitam as Nações do mundo periférico, o sul africano é uma raça de indivíduos que merece a consideração, o respeito, o carinho e o amor de todos os povos, de todas as partes do mundo. Nesta Copa vem dando o exemplo de altivez e galhardia, do quanto são competentes para ultrapassar os limites da prepotência dos conquistadores e como podem, sim, através do dedicado amor à Pátria dar uma demonstração para o mundo de sua honorabilidade, dignidade, afeição e respeito a todos os irmãos de todos os Continentes. A ditadura, a escravidão, a tirania, a ausência completa de democracia e de liberdade em todos os setores da vida de um povo não podem nunca mais prevalecer sobre os direitos e conquistas inalienáveis da sociedade, principalmente daquela sociedade que, tempos atrás, sofreu o revés da censura, da espoliação, da total falta de respeito às liberdades comesinhas e personalíssimas do ser humano e de toda uma civilização. A expressão na arte, na cultura, na filosofia, na engenharia, na liberdade responsável e respeitosa, nos impõem um ar saudável que nos permitem participar ativamente da vida em sociedade. Quando repelimos com veemência os corruptos, os criminosos, os bandidos e demais delinquentes que grassam neste país, estamos repelindo o terror, o desrespeito às leis, o retorno à ditadura. Quando criticamos com veemência os malfeitores instalados nos poderes desta corroída República, estamos nos resguardando da tirania daqueles que, como no Brasil tempos atrás, impuseram aos sul africanos a humilhação de não possuírem liberdade sequer em sua própria casa. Estamos combatendo os ditadores, os crápulas, aqueles que não desejam o bem e nem respeitam o seu povo. Ao homenagear os meus queridos irmãos africanos, devo, por imperioso, necessário e justiça enaltecer a figura de Nelson Mandela e de todos aqueles que não só sonharam, mas construíram uma Pátria em que os seus proprietários, livres, são os senhores e donos de seus destinos. O meu amor à África e o meu amor eterno ao meu Brasil, que um dia muito próximo, estará completamente livre dos corruptos que impedem uma felicidade maior de nossa gente.” PAULO MATTOS, Aposentado, Cuiabá/MT [email protected] Neófito “No periódico do dia 11, o cidadão Adamastor faz duras críticas ao deputado relator do novo código ambiental. Não vou fazer alusão a parte política questionada mas, tão somente às questões ambientais. Jamais defenderia o desmatamento ilegal ou práticas predatórias do meio ambiente. Tenho andado os quatro cantos deste Estado de Mato Grosso e o que tenho percebido é uma velada ação predatória dos Governos Estadual e Federal contra o cidadão do interior do Estado. É pressão de todos os lados para que abandonem o meio rural, dizem eles que até para fazer xixi é necessário tirar licença ambiental. O problema é que o Ibama ou Sema sempre estão longe deles, 500 ou 1000 Km. Enfrentado a distância das estradas (na maioria das vezes de terra), tem que enfrentar 16.000 normas (leis, decretos, portarias, etc). Levam mais de ano para obter uma licença de queima e ser for de desflorestamento o prazo e viagens são infindáveis. O que quero dizer é que sendo relator o deputado Aldo Rebelo ou outro, é necessário uma urgente revisão do código ambiental, a fim de dar paz aos produtores rurais. Garanto, que se fosse dado opção aos mais de 1 milhão de pessoas que vivem no interior de Mato Grosso para vir morar em grandes centros urbanos, mais de 90% optariam por vir morar perto de Shopping, Cinemas, Escolas, Faculdades, com água e energia elétrica. Se estão lá no interior, sem água, luz, escolas, saúde, rodeados mosquitos e de animais, não é porque gostam, mas sim porque não têm outra opção de vida. Apesar dessas dificuldades e de serem chamados cotidianamente de bandidos, colocam na mesa do pessoal da cidade; leite, pão, carne, grãos, etc. Não são eles que traficam, que se drogam e nem jogam esgoto no Rio Cuiabá. Na maioria das vezes esses agricultores foram incentivados pelos Governos a povoarem essas regiões e a eles foi determinado que desmatassem e produzissem, quem não se lembra do slogan do Governo Federal ... plante que o João garante (época do Presidente João Figueiredo) ou colonizar a Amazônia para salvá-la de invasões internacionais. Depois de terem obedecido as determinações governamentais, mudou-se o Governo, entra em moda a preservação do meio ambiente e os que fizeram seu dever, são transformados em "bandidos do meio ambiente". Tenham dó! Porque que os europeus (países que se dizem educados e cumpridores de seus deveres), que desmataram mais 99% de suas florestas não são tratados das mesmas forma; como delinquentes? Ora o Mato Grosso tem quase 70% de suas florestas nativas em pé, os plantadores de soja ocupam tão somente 8% do território matogrossense. Porque tamanha fúria contra essa pobre gente? Porque tamanha agressão contra o homem do campo que coloca o alimento na mesa do pessoal da cidade? É necessário sim uma reforma do código ambiental, a proposta é colocar na licitude todos aqueles agricultores que produzem e trazem riquezas ao país. Não querem desmatar mais, só querem trabalhar em paz. Dizem que quanto mais lavouras e pastos, menores são os preços, por isso, quanto menos áreas produzindo, maiores preços do boi e dos grãos. As multas são confiscatórias e humilhantes, não educam, não preservam. Querem ajuda dos agricultores; lutem por regras claras, transparentes e dentro de uma realidade prática e sustentável. Não de regras que só doutores entendem, se são para agricultores, devem ser simples e viáveis. Caso contrário, a Amazônia virará uma terra de ninguém, com grandes plantios de drogas e depredações de todas as ordens. Talvez seja isso que querem os ambientalistas do asfalto, a serviço das Ongs internacionais, que após aparecem como salvadoras do meio ambiente, transformando a Amazônia igual a Europa, livre de recursos naturais.” MARTA CASTELO, comerciante, Cuiabá/MT [email protected] Repensar Mato Grosso “Senhor Vicente Vuolo, o teu artigo é valioso, porém é bom deixar claro que os nossos agricultores (do Estado de Mato Grosso) produzem mais grãos do que no Sul do Brasil, no RS a média é de 40 sacas de soja por ha., aqui a média passa de 50 sacas/ha., milho safrinha a nossa média também é superior a deles, portanto, estamos sim produzindo mais que o Sul. Quanto a UFMT é ela que tem que dizer prá que serve, afinal na hora de receber o dinheiro público alega que está servindo a comunidade, porém, na prática a população desconhece seus serviços. Um aluno formado nas Universidades Federais custa sempre o triplo de um formado na rede privada.” MARTA CASTELO, comerciante, Cuiabá/MT [email protected]

Edição EDIÇÃO 16959




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Tanto faz. Em MT, os políticos não ligam para a obra
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