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Cuiabá MT, Quarta-feira, 10 de Junho de 2026

ARTIGO
Sexta-feira, 13 de Agosto de 2010, 19h:21

CAROLINA HOLLAND

Campanha suja

Quem andou pelas principais ruas e avenidas de Cuiabá nos últimos dias percebeu a diferença. O visual da cidade, que já não é um exemplo de beleza arquitetônica, agora ficou ainda pior com as placas dos candidatos às eleições deste ano. Os canteiros das ruas e as praças estão lotados com as placas e banners com os rostos e os números dos protagonistas do pleito deste ano. Dias atrás, o campeão da imundice visual que tomou conta das nossas vias era o candidato Sérgio Ricardo. Agora, infelizmente, a moda pegou e os outros candidatos começaram a fazer o mesmo. Se no começo a tentativa de ganhar votos era feita com grande quantidade de placas nas ruas, agora a briga começa a ser no tamanho delas. Além de mais numerosas, as placas estão cada dia maiores. Quem perde, como sempre, é o eleitor. A cidade está toda visualmente poluída. O alívio pode estar em um projeto de lei aprovado durante a semana pela Câmara Municipal de Cuiabá. Se sancionado pelo prefeito Chico Galindo, adeus aos cavaletes, faixas, cartazes e banners fixos ou móveis nas ruas, praças e canteiros da nossa cidade. A colocação desses materiais de campanha ficará proibida e os candidatos terão 48 horas para recolher toda essa tralha espalhada por aí. Ou melhor, infelizmente não são os próprios candidatos que vão se encarregar de fazer a faxina. Uma pena. Seria uma grande satisfação ver os candidatos irem às ruas para dar um exemplo de civilidade. Afinal, cada um precisa ser responsável por recolher o próprio lixo. Caso não respeitem a lei, a prefeitura de Cuiabá ficará autorizada a recolher o material e aplicar as penalidades previstas. A multa para quem espalhar material de campanha será de R$ 1 mil a cada dia que as placas ou afins estiver nas ruas. Para quem reclamava que as eleições estavam mornas, infelizmente o lixo visual está em todas as partes para nos lembrar que em menos de dois meses iremos às urnas de novo para escolher nossos representantes. Debate – Não sou especialista em política, mas achei o primeiro confronto entre os candidatos ao governo do Estado bem fraquinho no quesito idéias. Os ataques e críticas deram o tom do primeiro debate. As propostas foram vagas, fracas e pouco convincentes. Em minha opinião, a grande perdedora da noite foi a língua portuguesa, massacrada a noite toda. Coitada. *CAROLINA HOLLAND é repórter

Edição EDIÇÃO 16959




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