Quem andou pelas principais ruas e avenidas de Cuiabá nos últimos dias percebeu a diferença. O visual da cidade, que já não é um exemplo de beleza arquitetônica, agora ficou ainda pior com as placas dos candidatos às eleições deste ano. Os canteiros das ruas e as praças estão lotados com as placas e banners com os rostos e os números dos protagonistas do pleito deste ano. Dias atrás, o campeão da imundice visual que tomou conta das nossas vias era o candidato Sérgio Ricardo. Agora, infelizmente, a moda pegou e os outros candidatos começaram a fazer o mesmo. Se no começo a tentativa de ganhar votos era feita com grande quantidade de placas nas ruas, agora a briga começa a ser no tamanho delas. Além de mais numerosas, as placas estão cada dia maiores. Quem perde, como sempre, é o eleitor. A cidade está toda visualmente poluída. O alívio pode estar em um projeto de lei aprovado durante a semana pela Câmara Municipal de Cuiabá. Se sancionado pelo prefeito Chico Galindo, adeus aos cavaletes, faixas, cartazes e banners fixos ou móveis nas ruas, praças e canteiros da nossa cidade. A colocação desses materiais de campanha ficará proibida e os candidatos terão 48 horas para recolher toda essa tralha espalhada por aí. Ou melhor, infelizmente não são os próprios candidatos que vão se encarregar de fazer a faxina. Uma pena. Seria uma grande satisfação ver os candidatos irem às ruas para dar um exemplo de civilidade. Afinal, cada um precisa ser responsável por recolher o próprio lixo. Caso não respeitem a lei, a prefeitura de Cuiabá ficará autorizada a recolher o material e aplicar as penalidades previstas. A multa para quem espalhar material de campanha será de R$ 1 mil a cada dia que as placas ou afins estiver nas ruas. Para quem reclamava que as eleições estavam mornas, infelizmente o lixo visual está em todas as partes para nos lembrar que em menos de dois meses iremos às urnas de novo para escolher nossos representantes. Debate Não sou especialista em política, mas achei o primeiro confronto entre os candidatos ao governo do Estado bem fraquinho no quesito idéias. Os ataques e críticas deram o tom do primeiro debate. As propostas foram vagas, fracas e pouco convincentes. Em minha opinião, a grande perdedora da noite foi a língua portuguesa, massacrada a noite toda. Coitada. *CAROLINA HOLLAND é repórter