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Terça-feira, 22 de Maio de 2012, 22h:15
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SINOP
Vereadores evitam pedir a abertura de Comissão
MARIA HELENA BENEDET
Da Reportagem/Sinop
O presidente da Câmara de Sinop, Remídio Kuntz (PSD), contestou as informações de um site da Capital que publicou uma matéria anunciando a possibilidade da Casa instaurar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI). A comissão serviria para investigar um suposto empréstimo feito pelo prefeito Juarez Costa (PMDB), duas semanas antes das eleições de 2008, denunciadas pelo vereador e primeiro-suplente Valdir Sartorello (PSDB). Remídio disse que as informações publicadas pelo veículo de comunicação com sede em Cuiabá não são verdadeiras e que houve uma distorção dos fatos. Não estou sabendo de nada sobre isso [criação da CPI]. Não foi falado nada sobre esse assunto e o que houve foi uma distorção das coisas, declarou. Um vereador não pode falar em nome de todos. Não sabemos o que se pretende, pois ele [Valdir Sartorello] não participou do Colégio de Líderes onde a gente discute tudo que deve ser tratado na sessão. Para instaurar a comissão, seriam necessários quatro votos favoráveis. Uma fonte ligada ao vereador Valdir Sartorello, provável autor do requerimento, disse que a meta era avaliar o cenário antes de pedir a instauração da CPI. O único requerimento apresentado pelo vereador foi a solicitação de informações sobre os gastos com a mídia feitos pela prefeitura, porém os vereadores reprovaram o pedido. Após a sessão do dia 14, em entrevista coletiva, Sartorello apresentou cópia de uma ação movida pelo empresário Wanderley Fachetti Torres que cobra na Justiça o pagamento de R$ 2,4 milhões, além do pagamento de honorários advocatícios e custas processuais. Calculados juros e correção, até março, conforme a ação, o valor devido ultrapassa os R$ 3,8 milhões. No documento havia cópia de uma nota promissória assinada pelo prefeito. Foi justamente o montante e a época em que a dívida foi contraída que levou o parlamentar a defender, pelos bastidores, a implantação de uma comissão. O advogado de defesa de Juarez Costa, Alexandre Gonçalves, disse que a dívida era particular e se tratava da compra de um imóvel na qual a negociação não havia sido concretizada devido à inviabilidade econômica da área em questão. Gonçalves explicou que a ação tinha o intuito de cobrar uma multa de 10% do valor da dívida, cerca de R$ 250 mil, que não estava prevista em contrato. A nota, segundo Alexandre, foi representada, pois era o único documento que o empresário tinha em mãos para cobrar a multa, porém não apresentou nenhum contrato de compra e venda do imóvel em questão.