Vereadores acusam prefeitura de terceirizar a unidade
RENATA NEVES
Da Reportagem
O vereador Toninho de Souza (PSD) acusa a prefeitura de ter terceirizado a gestão do pronto-socorro de Cuiabá. Durante sessão ordinária desta quinta-feira (22), o parlamentar disse que a decisão foi tomada na calada da noite, sem consultar os funcionários da unidade de saúde, e que o contrato teria sido assinado sem licitação. Quero cópia do contrato e do processo licitatório, pois a informação que recebi é de que a empresa teria sido contratada sem licitação. A decisão pegou a todos de surpresa. Nem o superintendente do pronto-socorro sabia disso, declarou na Tribuna. O vereador apresentou requerimento cobrando informações do secretário de Saúde, Lamartine Godoy. As informações apresentadas por Toninho foram reforçadas pelo vereador Lúdio Cabral (PT). Ele disse que foi informado sobre a decisão da prefeitura pela vice-presidente do Conselho Municipal de Saúde, Maria Ângela Conceição, e questionou a medida que, segundo ele, é ilegal. Uma empresa privada não pode gerenciar um serviço público. Lúdio afirmou ainda que a empresa IGSR, que passará a responder pela administração do PS, é ligada ao Hospital Santa Rosa, que tem como um dos proprietários o deputado estadual e pré-candidato do PSDB à prefeitura da Capital, Guilherme Maluf. Lamartine Godoy confirmou a contratação da empresa IGSR, mas negou se tratar de terceirização. Vamos colocar uma gestão profissional na administração do pronto-socorro. Isso é totalmente diferente de terceirizar a unidade. A empresa assumirá os serviços a partir do dia 2 de abril e receberá R$ 190 mil mensais. Segundo Lamartine, ela terá a missão de produzir mais, atender melhor, melhorar o faturamento e controle de estoque e fiscalizar com mais rigor as empresas que prestam serviço ao pronto-socorro, bem como a qualidade dos serviços prestados.