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Terça-feira, 22 de Novembro de 2011, 21h:28
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DIVERGÊNCIA
Verba indenizatória motiva embate
LAURA NABUCO
Especial para o Diário
O presidente da Câmara de Cuiabá, vereador Júlio Pinheiro (PTB), passou para a prefeitura a responsabilidade de explicar a divergência entre as datas do depósito do novo valor da verba indenizatória e da publicação da lei que previa o acréscimo. Segundo ele, o projeto foi sancionado em 25 de outubro. Se a Gazeta Municipal só foi publicada no dia 4, quem tem que dar explicações é o Executivo, disparou. As afirmações rebatem as denúncias do vereador Lúdio Cabral (PT) que afirma haver irregularidades no pagamento. Segundo o petista, o valor foi depositado no dia 1º de novembro, dias antes da lei passar a vigorar. Ele ingressou com uma ação judicial para que os vereadores devolvam o montante que ultrapassar os R$ 8 mil, previstos antes da mudança. Pinheiro também criticou a atitude devido ao fato de Lúdio ainda não ter devolvido a diferença entre os valores. Eu agiria diferente, primeiro devolveria o dinheiro, opinou. O petebista ainda garante estar surpreso com a ação porque, segundo ele, o próprio petista teria sugerido que o valor, destinado a gastos pelo exercício do mandato, fosse revisto durante uma reunião colegiada. Lúdio, por sua vez, afirma que nem mesmo esteve presente no encontro. Eu sequer participo dessas reuniões para que este tipo de coisa não aconteça, garantiu. O vereador ainda argumenta que só não devolveu o dinheiro porque não pôde. Segundo ele, num primeiro momento, o depósito servia como prova da suposta irregularidade cometida pela Mesa Diretora. Agora ele aguarda uma ordem judicial informando como proceder para restituir o valor. Na ação, Lúdio requer ainda uma cópia de todo o processo legislativo que aprovou o aumento da verba indenizatória. Ele afirma que solicitou os documentos na presidência da Câmara, mas não obteve resposta. Com os dados, ele pretende anular todo o procedimento de reajuste. Na ação já impetrada o petista requer a devolução apenas do primeiro pagamento. A Câmara, por meio de sua assessoria, afirmou não ter sido notificada.