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Terça-feira, 17 de Novembro de 2009, 01h:11
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Tímida a movimentação popular
Diferente da sessão que cassou o ex-vereador Ralf Leite (PRTB), a movimentação popular foi tímida ontem. Lutero Ponce (PMDB), que durante a longa sessão, riu, tentou se descontrair e acabou chorando. Apesar disso, o Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE) marcou presença nas galerias do plenário, numa tentativa de pressionar os vereadores à cassação. A PM também se fez presente durante a sessão. Desde o inicio da sessão, às 10h, o peemedebista fazia um corpo-a-corpo com os outros vereadores. Depois da leitura do relatório final, feita por Lúdio Cabral, que, como todos já esperavam, indicava pela cassação de Lutero, os ânimos começaram a se exaltar. Primeiro, porque a vereadora Lueci Ramos (PSDB) leu sua decisão contrária aos outros membros da Comissão. A tucana pôs em xeque o trabalho da Delegacia Fazendária. Segundo ela, os dados apresentados são exorbitantes e impossíveis. O relatório da Delegacia é mentiroso, disparou a vereadora. Totó Cesar (PRTB), que acabou de chegar à Câmara na vaga aberta por Ralf Leite, enfrentou a vereadora veterana. Se a Delegacia Fazendária mente, o que estamos fazendo aqui? Não dá para desmentir marca de batom na cueca, disse Totó Cesar. Os vereadores, que tinham direito a falar por 15 minutos na tribuna, não perderam a oportunidade, principalmente aqueles que estavam a favor de Lutero. Francisco Amorim, o Chico 2000 (PR), por exemplo, questionou a posição contraditória da Comissão, referindo-se ao voto em separado de Lueci. Ele ainda afirmou que a comissão foi negligente por não entregar uma cópia do relatório com antecedência aos vereadores. Já Clovito Hugueney (PTB) afirmou que não cabe aos vereadores julgamento, mas sim à Justiça Comum. Se ele tiver que pagar, não será aqui. A Justiça que decida isso, essa não é nossa função, disse defendendo Lutero. (ARF)