O policial militar Edson Leite da Silva Junior, irmão do vereador Ralf Leite, disse que a quantia de R$ 1.230 apreendidos pela Polícia Federal (PF) no posto de combustível pertencia ao seu pai, coronel Leite. No entanto, não soube explicar por que estavam divididas em notas de R$ 10. Quanto aos santinhos de campanha, alegou que se tratava de sobras de campanha. "Estava no posto de combustível fazendo um lanche quando o promotor Marcos Machado perguntou se eu era o Ralf Leite, porque havia uma denúncia de troca de combustível por compra de voto", disse. Portando uma pasta de seu pai com blocos de requisição de combustível, Edson Leite Júnior disse que não tinha conhecimento do conteúdo que estava transportando. "Só fiquei sabendo depois da apreensão", alegou. Já Edmara Adne da Costa, também acusada de ter participação no suposto esquema de compra de votos via tickets combustíveis, disse que chegou ao posto combustível para lavar seu veículo quando se deparou com Edson Leite Júnior, que pediu que entregasse uma pasta ao coronel Leite. Sem saber o que continha, encaminhou-se ao veículo, quando foi abordada por um major que acompanhava o promotor Marcos Machado. Foi então que ao abrir a pasta o major detectou uma arma de fogo e deu voz de prisão por porte ilegal. Ela disse desconhecer qualquer ligação de um cidadão de prenome Kartegean para o presidiário Willian David Silva com o intuito de negociar compra de votos. Apoio de presidiários - O detento Mateus Rodrigues de Paula disse ontem que nada sabe a respeito das declarações de William David Silva, que enquanto permaneceu preso prestou depoimento ao promotor eleitoral Marcos Machado e mais cinco testemunhas detalhando suposto esquema de compra de votos de presidiários e parentes de detentos. Alegou também desconhecer o cidadão de prenome Kartegean, filho de um soldado da PM que no dia 19 de junho teria ligado da casa de Ralf Leite informando que o candidato a vereador estava oferecendo cartões telefônicos e objetos para entretenimento em troca de votos de seus familiares. A conclusão do processo judicial que busca apurar compra de votos cometidas pelo vereador Ralf Leite deverá ser divulgada nos próximos 30 dias. Após ouvir as testemunhas, será aberto prazo para alegação da defesa. Logo após a abertura de prazo para arrolar testemunhas e alegações finais dos envolvidos, deverá ser divulgada a sentença judicial.