Mato Grosso deverá reforçar seu controle sobre as despesas com pessoal, criar limites estaduais para gastos relacionados com a Receita Corrente Líquida (RCL) e ainda implementar meios para solucionar o déficit previdenciário. Estas foram algumas das recomendações feitas pela Secretaria do Tesouro Nacional (STN) em inspeção anual no Estado das metas do Programa de Reestruturação e Ajuste Fiscal (PAF). As observações possibilitarão a ampliação de recursos a novos investimentos. Nós cumprimos as metas. Queremos sempre ampliar os investimentos, mas, para isso, é preciso ampliar os recursos. Aproveitamos a oportunidade para ouvir as recomendações sobre como melhorar, disse o governador Silval Barbosa (PMDB). Segundo o secretário de Fazenda, Marcel Cursi, o trabalho de casa tem sido feito. A STN nos recomendou dar sequência ao controle de despesas que implantamos em 2013, ao planejamento financeiro da conta única, aos repasses a cada gestor. Ter uma avaliação positiva é fundamental para garantir que R$ 5 bilhões cheguem ao Estado. O governo segue dentro do limite de controle sobre o crescimento de despesa de pessoal, ou seja, a relação despesa em comparação à Receita Corrente Líquida está em 55,66%. O limite máximo é de 60%. Outra meta do programa foca a relação da dívida financeira do Estado em comparação à sua Receita Líquida Real. Este indicador deve ser sempre abaixo de 1. "Hoje, o Estado possui 0,57", disse Cursi. Entre as metas expostas também esteve o resultado primário de Mato Grosso: R$ 190 milhões positivos. A meta estipulada era um déficit de R$ 60 milhões, haja vista que, nos últimos três anos, o governo havia registrado um déficit acumulado de cerca de R$ 400 milhões. Sobre as receitas, a secretaria de Estado de Fazenda tinha firmado o compromisso de obter uma arrecadação própria de R$ 6,9 bilhões, sendo que alcançou R$ 7,3 bilhões.