Silval admite que Mundial consumiu metade do mandato
O governador Silval Barbosa (PMDB) admitiu que dedicou seus dois primeiros anos deste mandato praticamente inteiros para o planejamento da Copa do Mundo de 2014, que terá Cuiabá como uma das sedes. Na defensiva, o gestor lembra que o senador Blairo Maggi (PR) teve uma conquista importante enquanto era governador para trazer o evento, mas que a ele coube a parte de tornar o fato realidade. Em meio aos choques de prazos a serem executados e críticas à forma de atuação para a Copa, o chefe do Executivo mantém o tom animador para mostrar aos colegas de governo e parlamentares que tudo o que foi planejado para o evento está dentro dos trilhos. Ele destaca que todos os projetos que são vistos já têm forma de financiamento e que agora á só esperar para ver os resultados. Blairo teve o papel importante da conquista e coube a nós realizarmos. Dedicamos muito tempo desses dois anos de governo para realizar os projetos e agora todas as obras estão andando. A afirmativa do peemedebista pode ser entendida como uma justificativa e reconhecimento às muitas das críticas proferidas ao longo desses dois anos completos de gestão, de que todos os investimentos e projetos realizados no governo estão direcionados para Cuiabá. O interior do Estado, conforme reclamação de parlamentares, estaria abandonado. O próprio senador Blairo Maggi tentou justificar em partes a atuação de Silval, em focar esforços de atuação em Cuiabá e Várzea Grande. Ele admitiu que quando foi confirmado que a Copa ocorreria também na capital, já era sabido que o interior teria que ser sacrificado, a começar pela destinação de 50% do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab) para as obras. Entretanto, o governo continua a ser apontado negativamente, por usar praticamente todos os esforços unicamente no evento, sucateando os outros setores. Mesmo o restante dos 50% do Fethab, por exemplo, é usado para folha de pagamento e parcela mínima também para construções da Copa. Esses pontos são constantemente alvos de crítica de parlamentares e prefeitos do interior. Apesar dos esforços concentrados, as obras da Copa começam a gerar um grande peso na administração, pelo receio de que não fiquem prontas a tempo da realização do mundial. O Veículo leve sobre Trilhos (VLT) é um dos pontos mais questionados. (PV)