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Sexta-feira, 30 de Outubro de 2009, 23h:37

Servidores ameaçam greve e entrega documento a Mendes

ANA ROSA FAGUNDES
Da Reportagem
Os cerca de 5.500 servidores da Justiça ameaçam paralisar o trabalho nos próximos dias, no período de uma semana, e travar todo o sistema judiciário caso a presidência do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJ) não abra negociação. Entre as reivindicações estão a implantação de progressão funcional; pagamento de plantões de final de semana e feriados; e pagamento de férias e licença-prêmio referentes a uma diferença salarial pendente com a mudança do plano cruzado para o real. O presidente do Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), Rosenwal Rodrigues, afirmou que a atual presidência do TJ, hoje sob o desembargador Mariano Travassos, não aceita diálogo e afirma que não há dinheiro sobrando para os pedidos. “Infelizmente, não existe acordo com essa presidência. Chegamos num caos. O presidente do TJ aqui não cumpre lei”, afirmou o sindicalista. Aproveitando a passagem do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, por Cuiabá o sindicato entregou uma carta-reivindicação, na qual aponta que o TJ tem dinheiro para realizar os pagamentos pendentes e ainda pedem que o ministro intervenha nas discussões. De acordo com o relatório do sindicato, existem hoje aproximadamente R$ 35 milhões nos cofres do Tribunal, e que, segundo Rosenwal, é dinheiro suficiente para pagar o que deve aos servidores. Gilmar Mendes vai analisar o documento que recebeu e tentar viabilizar uma conversa com o presidente. Contudo, o ministro acredita que essa greve não vai acontecer, “porque os servidores vão perceber que o Conselho Nacional de Justiça tem feito muito que haja as melhores condições de trabalho”, afirmou. O presidente do sindicato acredita que o ministro pode ajudar porque, como mato-grossense, não quer que o Estado fora da chamada Meta 2, proposta pelo próprio STF. Na meta, os tribunais devem reunir esforços para identificar e julgar todos os processos judiciais distribuídos até 31 de dezembro de 2005. A data para a possível paralisação ainda não está definida, mas deve acontecer na primeira quinzena de novembro. Rosenwal disse que um verdadeiro campo de batalha será montado na frente do Fórum de Cuiabá. OUTRO LADO - Segundo informações repassadas pela assessoria do TJ, o desembargador e presidente em exercício Paulo Cunha afirmou que desconhece as reclamações, e que tampouco foram protocoladas. Mas que apesar disso, irá conversar para evitar essa possível greve.

Edição EDIÇÃO 16968




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