A posição inicial de representantes da bancada mato-grossense no Senado demonstra um cenário onde dificilmente os parlamentares do Estado deverão apoiar a criação da CPI do Dnit. O senador Jayme Campos (DEM) afirmou ontem que só assinará requerimento para criação da CPI do Dnit caso haja indícios de irregularidades ou de corrupção na autarquia. Numa postura de discrição, a senadora Serys Slhessarenko (PT) disse que só irá comentar o assunto de posse de documentos. A parlamentar se refere ao requerimento que o senador Mário Couto (PSDB-PA) deverá apresentar na próxima segunda-feira, quando tentará mais uma vez obter as assinaturas necessárias para a instalação do instrumento de investigação sobre o Dnit. Serys acrescentou ainda que o requerimento de Couto não obteve êxito porque não tem objeto. A mesma posição foi adotada pelo senador Jayme Campos. Até onde fiquei sabendo, os senadores retiraram as assinaturas porque o requerimento não tem argumento, explicou. Jayme considerou normal a posição dos parlamentares, já que a decisão de mudança de opinião a respeito de criação de uma CPI é garantida pelo Regimento Interno do Senado. Por meio da assessoria de imprensa, o senador Gilberto Goelnner informou que não iria se pronunciar sobre o assunto. O senador Jayme Campos frisou ainda que é favorável à fiscalização do Dnit. Porém, reiterou a necessidade de serem adotados os corretos procedimentos para a criação de uma CPI. Estamos aqui no Congresso para cumprir nosso papel, também de agente fiscalizador. Mas é preciso ter argumentos reais para se provocar a criação de uma CPI, disse Jayme. Pagot é primeiro suplente do senador democrata. (SF)