Quando assumiu o governo do Estado no dia 31 de março de 2010, das mãos de Blairo Maggi (PR), Silval Barbosa preservou o secretariado do antecessor, priorizando o perfil técnico. Agora, no começo do segundo mandato, a principal característica do secretariado de Silval é o perfil político. Em janeiro com a posse, Silval carregou seu secretariado de políticos fortes. Ele tem, por exemplo, dois deputados federais, Pedro Henry na Saúde e Eliene Lima na secretaria de Ciência e Tecnologia. Além disso, Silval ainda nomeou quatro deputados estaduais no staff: Teté Bezerra (PMDB), João Malheiros (PR), Antônio Azambuja (PP) e José Domingos Fraga (DEM). O analista político João Edisom de Souza coloca que essa é uma das principais mudanças entre os dois períodos, pré e pós-reeleição. Isso é reflexo do amplo arco de aliança político que ajudou o peemedebista a se reeleger. Essa nova composição, fortemente política, pode trazer problemas para o governador no sentido de que os secretários têm mais autonomia e não devem obediência. Ninguém está preocupado em servir Silval, cada um quer saber do seu. Podem fazer um bom trabalho, mas é para se beneficiar, garantindo mais na frente uma boa imagem junto ao eleitorado, e não com o sentido específico de contribuir para Silval, que é apenas uma consequência, explicou. (ARF)