Secretaria abre investigação para apurar irregularidades
A Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Silog) instaurou uma comissão permanente de tomadas de contas especial para apurar a suspeita de desvio de dinheiro público ou qualquer ou omissão em prestação de contas nos contratos em vigência. A Comissão de Tomada de Contas Especial, o que na prática significa uma ampla auditoria, será composta pelos servidores públicos Alexandre Emidio de Oliveira (presidente) e na condição de secretário três servidores que são Francisco Cândido Antunes Maciel, Wilson Carlos Soares da Silva, Nilson Soares e Nilson Ribeiro. Os membros da comissão ficarão liberados do desempenho de suas funções normais durante o período das atividades. Caberá a função de planejar, orientar e coordenar às ações administrativas destinadas a apuração das suspeitas de desvio de dinheiro público. Ainda serão responsáveis pelos estudos e propositura de medidas de caráter preventivo e corretivo para visar a melhoria e o aperfeiçoamento permanente da execução das auditorias, bem como assessorar o secretário de Estado na elaboração, implementação e supervisão de programas e projetos destinados a execução de tomada de contas especial. A Secretaria de Infraestrutura detém contratos milionários como o MT Integrado, firmado ainda na gestão do ex-governador Silval Barbosa (PMDB), que prevê investimento de R$ 1 bilhão para interligar 44 municípios com asfalto. O dinheiro foi liberado pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). Há ainda o programa pró-estradas que supera R$ 500 milhões em investimento. Embora ambos projetos tenham sido considerados prioritários nas gestões anteriores, não avançou 50% para conclusão. Desde que iniciou o mandato em janeiro deste ano, o governador Pedro Taques (PDT) tem cobrado resultado de auditorias nas diversas secretárias de Estado para impedir pagamentos que venham a prejudicar os cofres públicos do Estado. O governo do Estado acredita que já tenha economizado até R$ 100 milhões com a revisão de contratos firmados pelas gestões anteriores. Com a economia, o Estado planeja montar um caixa suficiente para tocar, futuramente, projetos essenciais em educação, saúde, segurança pública e infraestrutura sem dificuldades financeiras.