Primeira Página
Quinta-feira, 21 de Agosto de 2014, 20h:53
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ELEIÇÕES
Riva aguarda TSE e mantém críticas
O social-democrata diz não trabalhar com plano B caso seja negado o seu registro e acredita que irá reverter sua impugnação em Brasília
Alline Marques
Da Reportagem
O deputado estadual José Riva (PSD), candidato ao governo do Estado, acredita que até o dia 1º de setembro o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já tenha julgado pedido de registro de candidatura. O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) acatou os recursos da Coligação Coragem e Atitude para Mudar, encabeçada por Pedro Taques (PDT), e do Ministério Público Eleitoral. Riva foi enquadrado na Lei da Ficha Limpa devido às condenações por atos de improbidade administrativa. Apesar da situação jurídica complicada, Riva parece convicto de que conseguirá o registro e ainda diz que com 10 dias após garantir o deferimento do registro já estará à frente de Taques. Questionado ainda sobre a possibilidade do indeferimento, o candidato disse não ter plano B. Em seu programa eleitoral, o parlamentar já adiantou que pretende ir até o Supremo Tribunal Federal (STF) para garantir a possibilidade de disputar a eleição. Apesar de negar ter um plano B, aliados no grupo cogitam a possibilidade de que a esposa dele, Janete Riva (PSD), possa substituí-lo na chapa. Inclusive, Janete já tem demonstrado engajamento na campanha rebatendo as críticas feitas pelo grupo adversário de Taques. A briga se acirrou após Riva ter dito em entrevista à emissora de televisão que o senador Pedro Taques e a esposa dele também estão na lista de investigados da operação Ararath. O pedetista declarou então que não discutiria com presidiário. Janete lembrou então que o sogro de Taques já foi preso durante uma operação policial. Riva lembrou também que o senador tem dois aliados que já foram presos em operações federais. São eles Nilson Leitão (PSDB), preso em 2007 durante a operação Navalha que investigava superfaturamento em obra de esgoto em Sinop quando o tucano era prefeito, e Carlos Avalone (PSDB), preso em 2009 durante operação Pacenas, que investigava fraudes nas licitações para obras do Programa de Aceleração do Crescimento realizadas pela prefeitura de Cuiabá, comandada no período por Wilson Santos (PSDB). "Não serei o primeiro a atirar a pedra, mas também não ficarei inerte. Ele diz que não fala com presidiário, mas anda com dois do lado dele, o Nilson Leitão e o Carlos Avalone. Até acho que os dois foram presos injustamente. E o sogro dele? Ele (Taques) também não conversa?", ironizou Riva. Sobre os excessos de ataques que têm pautado a campanha política, Riva disse que não pretende utilizar o programa eleitoral para atacar ninguém. O deputado prefere utilizar dos espaços das mídias sociais e seus discursos em eventos para responder às acusações. Porém, destacou que não deixará nenhum ataque sem resposta. "Uma mentira contada várias vezes vira verdade. Vou responder e devo satisfação à população. Eles não querem enfrentar o problema e preferem acusar os outros", afirmou. Riva destacou ainda que um de seus advogados teve acesso à lista de investigados pela Polícia Federal na operação Ararath na qual consta o nome de Taques, da esposa dele, advogada Samira Martins, o sócio dela Saulo Rondon Gahyva e o escritório Gahyva & Martins Advocacia. O maior doador da campanha para o Senado de Pedro Taques, Fernando Mendonça, também aparece no inquérito. O deputado afirmou ainda que o nome de todos eles não constam da lista "à toa". "O nome deles entre os investigados não caiu do céu". Ao ser questionado sobre o fato de também estar entre os investigados da Ararath, Riva admitiu ter feito transações financeiras com Junior.