No discurso oficial, o deputado José Riva (PP) rechaça contornos políticos no posicionamento contrário à permanência de Márcia Vandoni na Ager. A questão se coloca no Parlamento menos de um mês após episódio em que pressões oriundas de membros da bancada do PP na Assembléia teriam forçado a troca no comando de outra Pasta no staff estadual. O ex-deputado Carlos Brito (PR) entregou o cargo de secretário de Estado de Justiça e Segurança Publica. As motivações políticas foram ressaltadas em declarações emitidas pelo governador Blairo Maggi (PR). Numa estratégia de blindagem, o chefe de Executivo adotou o caminho técnico à sucessão na Pasta o escolhido foi Diógenes Curado, delegado da Polícia Federal. Riva frisa que a preocupação paira estritamente sobre a eficiência nos serviços da Ager. A questão não é política. Se há tantos usuários dos serviços públicos reclamando, precisamos saber onde está o erro então. O trabalho da Márcia não é de todo ruim, mas o ideal é que o governo fizesse uma renovação. O detentor da presidência da Ager é fruto direto da indicação do governador do Estado, designado para coordenar a agência por um período de quatro anos. Contudo, a nomeação depende da aprovação da Assembléia em plenário para a devida convalidação. Diretores da agência também são submetidos ao mesmo rito para que sejam credenciados a assumir os cargos. Márcia Vandoni assumiu a Ager há mais de três anos, num mandato que será concluído este ano. A Ager foi criada pela Lei nº 7.101/1999 e tem como objetivo controlar e fiscalizar os serviços públicos, assim como regular concessões na área e fixar tarifas dos serviços. O foco de suas atribuições recai sobre os setores de saneamento, rodovias, portos e hidrovias, distribuição de gás canalizado, energia elétrica, telecomunicações, além do transporte intermunicipal de passageiros. (JS)