O presidente do diretório regional do PR, Moisés Sachetti, admitiu que o vice-governador Silval Barbosa (PMDB) é um excelente nome para disputar o governo do Estado em 2010. Mesmo assim, ostenta discurso de que o PR não irá debater nomes nessa fase de entendimentos políticos. O dirigente partidário prefere minimizar as conjecturas políticas que despontam no Palácio Paiaguás ao reiterar que os debates ainda recaem sobre um quadro prematuro. O recuo do diretor-geral do Dnit, Luiz Antônio Pagot (PR) de pleitear a disputa ao governo coloca o PR num cenário de reavaliações. Segundo Sachetti, nomes como o do deputado Sérgio Ricardo (PR) serão avaliados. Contudo, reitera que cabe a cada um dos interessados republicanos trabalhar internamente para embasar os respectivos projetos. O nome do ex-candidato à prefeitura de Cuiabá, Mauro Mendes (PR), também é lembrado como possibilidade para liderar a corrida ao Palácio Paiaguás. Nesse contexto, o PMDB se esforça para conseguir convencer as siglas aliadas do governo Blairo Maggi sobre a viabilidade do nome de Silval. A chance de conseguir emplacar a liderança de chapa projeta um novo olhar do presidente estadual do PMDB, Carlos Bezerra, sobre a administração de Mato Grosso. Crítico do governo Blairo Maggi, agora Bezerra mantém discurso mais brando quando o assunto é a continuidade da aliança com os republicanos. Sachetti, por sua vez, destaca que o PR buscará entendimento inicial com todas as siglas que integram a base da administração estadual. As articulações também visam convencer o DEM sobre as vantagens de permanecer no mesmo arco de alianças. Estamos conversando com todos os partidos e agora não vamos avaliar nomes nem do PR nem de outras legendas. Depois de construirmos uma aliança que esperamos seja ainda maior, vamos debater um plano para o Estado. E só depois é que vamos definir um nome, que deverá ser respaldado pelo conjunto de siglas aliadas, considera Moisés.