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Quinta-feira, 26 de Março de 2009, 20h:47

DENÚNCIA

Promotora confirma escutas telefônicas

Ministério Público Eleitoral afirmou que as interceptações foram feitas com autorização da Justiça Eleitoral durante a campanha

O Ministério Público Eleitoral de Rondonópolis confirmou a legalidade e a existência de interceptações telefônicas realizadas no período das eleições a pedido do órgão de Justiça e lamenta que o conteúdo das gravações - objeto de investigação - tenha vazado para a imprensa. As informações foram repassadas pela promotora eleitoral, Joana Maria Bortoni Ninis, que informou por telefone que o MPE já conhecia o teor das conversas telefônicas transcritas e publicadas na edição de ontem do Diário, que dão indícios de compra de votos pela vereadora reeleita Mariuva Valentin Chaves (PMDB). Ela disse que o MPE recebeu a autorização judicial para solicitar algumas interceptações telefônicas, que ocorreram antes do pleito eleitoral de cinco de outubro do ano passado. O teor das conversas, os promotores eleitorais jamais se referiram, em cumprimento ao sigilo dos processos. A promotora ressaltou ter lamentado o vazamento das informações e que mesmo quando o MPE foi “atacado” a Promotoria Eleitoral não comentou sobre provas. “Fomos atacados. Disseram que tudo era uma fantasia do Ministério Público Eleitoral, como dizia o Carlos Bezerra (deputado federal e presidente do PMDB no Estado). Colocaram em xeque a moral do MPE”, disse. Diante da divulgação do conteúdo das ligações telefônicas, a vereadora reeleita Mariuva alegou que irá deixar a Polícia Federal analisar as ligações porque nada tem a temer. Sobre esta alegação, a promotora explica que não cabe à Federal analisar a questão. “A Federal já cumpriu o que lhe era cabível nas investigações de compra de votos do pleito passado”. De acordo com Joana, a Polícia Federal investiga e relata. “O que era para a Federal ter feito já foi feito, e o inquérito foi encaminhado ao doutor Antônio Peleja, da 45ª Zona Eleitoral”, ressaltou. Ela disse que o papel do MPE foi feito e “agora é com a Justiça Eleitoral de Mato Grosso”, salientou a promotora. “Espero que a Justiça Eleitoral do Estado não siga na contramão das justiças eleitorais do país. Espero que siga a linha de vanguarda, da vontade de fazer justiça e melhorar a política do país”, observou. Joana disse durante a entrevista que outros políticos de Rondonópolis, alguns eleitos e outros reeleitos, também tiveram conversas interceptadas, cujos inquéritos já receberam devido encaminhamento.

Edição EDIÇÃO 16964




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