O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), seccional Mato Grosso, Cláudio Stábile, teceu duras críticas ao juiz Julier Sebastião da Silva. Ele questionou se o juiz Julier está prestando serviço ou um desserviço à sociedade quando manda prender acusados em operações. Não se pode prender pessoas pelo prazer de execrar publicamente, disse. Ele afirmou que a prisão antes do direito de defesa é uma exceção e citou o caso em que Julier afastou Francisco Faiad da presidência da OAB. É preciso ter coragem para criticar e verificar se há alguém na Justiça Federal abusando do poder, disse Stábile. REQUERIMENTO - O Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE) e a ong Moral apresentaram um requerimento durante a audiência pedindo que Assembleia Legislativa crie uma CPI para investigar as denúncias de desvios de dinheiro na Casa, sob a presidência de José Riva. Queremos saber os custos e resultados dessas investigações também, ironizou o presidente do MMCC, Antônio Cavalcante. Os dois movimentos eram os únicos com discursos de contraponto aos dos convidados. Porém, eles eram vozes isoladas e abafadas pelos muitos servidores da Assembleia que estavam em peso no plenário e vaiavam as manifestações contrárias às da audiência. Além dos servidores também estavam presentes parte dos presos na operação Jurupari. Antônio Cavalcante disse que defende a apuração de erros e falhas nas operações, mas questiona a legitimidade da Assembleia fazer essa discussão. Percebemos que isso é uma clara retaliação por causa das últimas prisões, afirmou Ceará. (ARF)