Preocupado com os possíveis reflexos do fim da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), o prefeito Wilson Santos (PSDB) retorna na próxima segunda-feira a Brasília para tentar reduzir os impactos já anunciados no Orçamento Geral da União (OGU) 2008. Com a queda da proposta de prorrogação do tributo, a peça orçamentária só será votada no início do próximo ano. A expectativa é de que o OGU sofra cortes de aproximadamente R$ 30 bilhões. Na lista de redução também constam as emendas parlamentares. A CPMF gerava aos cofres da União aproximadamente R$ 40 bilhões por ano. O fim do imposto começa a ser aplicado a partir do próximo mês. Com um cenário ainda indefinido, o chefe do Executivo municipal tenta ao menos assegurar que a Capital consiga remessa antes estimada de R$ 40 milhões oriundas de emendas da bancada mato-grossense no Congresso. Santos chegou a maximizar a projeção, ao avaliar possibilidade de a Capital vir a ser contemplada com maior fatia de verba via emendas. Contudo, a queda da CPMF minimizou as melhores expectativas em relação à ampliação de recursos dirigidos a Cuiabá, principalmente no setor de infra-estrutura. Ao avaliar o assunto recentemente, o coordenador da bancada do Estado no Congresso, deputado federal Carlos Abicalil (PT), afirmou que é preciso empenho ainda maior na tentativa de assegurar os valores antes previstos para o Estado e, conseqüentemente, para a Capital. Nesta semana, Santos percorreu os corredores do Congresso e de ministérios na luta para garantir recursos para o município, inclusive a respeito de remessas referentes a 2007. Apesar do cenário pouco alentador, o chefe do Executivo ainda aposta numa alternativa a ser apresentada pelo governo federal que solucione o impasse sobre o assunto. No entendimento do prefeito, o governo federal deve observar com coerência os setores que poderão sofrer os previstos cortes. Acredito que a máquina pública deva ter seus custos reduzidos, através de despesas que podem ser cortadas. (SF)