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Primeira Página
Sexta-feira, 03 de Maio de 2013, 20h:03

CANDIDATURAS

PR garante que não vetaria Luiz Pagot

PRISCILLA VILELA
Da Reportagem
Uma eventual candidatura do ex-diretor do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (Dnit), Luiz Antônio Pagot, ao governo do Estado não seria vetada pelo PR. A prévia argumentação é do presidente regional da legenda, deputado federal Wellington Fagundes, que considera, no entanto, que o candidato do PR, senador Blairo Maggi, é o melhor nome para a disputa. A resposta é uma referência à cogitação de que Pagot pudesse assumir o posto de candidato do arco de aliança ao qual as duas agremiações pertencem, em caso de desistência de Maggi do pleito. Fagundes, que é um dos ‘rivais’ do ‘ex-Dnit’ por supostamente ter participação no conluio que tirou o petebista do órgão, é reticente em opinar sobre a possibilidade. “Estamos centrados de que o PR tenha um candidato. Mas cabe a todos os partidos políticos escolherem seus nomes. O PR não veta o nome de ninguém. Vamos buscar conversar, mas é claro que vamos falar bem do nosso candidato. Entendemos que Blairo é a pessoa mais preparada para assumir a candidatura”, ponderou. Questionado sobre Pagot, ele reitera: “O PR não veta ninguém”. Na última segunda-feira (29), em coletiva de imprensa, o presidente nacional do PTB, Benito Gama, teria dito que caso Maggi não fosse disputar a eleição de 2014 a sigla lançaria o nome do seu mais recém-filiado, Luiz Antônio Pagot. Contudo, se houver a confirmação, os partidos devem caminhar juntos, na tendência nacional, com base de apoio a presidente Dilma Rousseff (PT-PTB e PR). Pagot era filiado ao PR, mas abandou a legenda após ser citado no escândalo da construtora Delta. Na época, o ex-gestor afirmou que era inocente e denunciou Wellington Fagundes como um dos articuladores do esquema, que o pressionava para que houvesse favorecimento à Delta. O parlamentar seria ainda o responsável por ter pedido para que saísse do Dnit. Enquanto ainda se discutem as possibilidades do grupo para o pleito, no outro lado a candidatura do senador Pedro Taques (PDT) já é quase certa. O pedetista também é adepto do lema “ainda é cedo para definição”, mas já admite que deixou para o prefeito de Rondonópolis, Percival Muniz (PPS), a condução do processo. O próprio Muniz, todavia, já havia declarado que considera Taques a “bola da vez”, e a melhor opção para a sucessão no Executivo mato-grossense. No mais, a lista de possíveis candidatos – agora acrescida com Pagot – é composta ainda pelo juiz federal Julier Sebastião da Silva, deputado estadual José Riva (PSD) e até mesmo pelo ex-secretário de Estado, Eder Moraes. Porém, para evitar desgaste, ninguém ainda se firmou como postulante.

Edição EDIÇÃO 16961




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